Uma quadrilha suspeito de aplicar o “golpe da falsa pousada” é alvo de investigação pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Um morador do Lago Norte, foi vítima dos criminosos e teve um prejuízo de R$ 50 mil, após tentar reservar hospedagem para o fim de ano em uma pousada de luxo em Maragogi, no estado de Alagoas.
Segundo as investigações da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), os criminosos clonaram o site e os perfis oficiais da pousada e passaram a se apresentar como responsáveis pelo estabelecimento. As páginas falsas reproduziam identidade visual, fotos e informações verdadeiras para dar aparência de legitimidade as vítimas.
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De acordo com o delegado-chefe adjunto da unidade, Roney Teixeira Marcelo, o esquema era organizado e envolvia diversas etapas. Após o primeiro contato pelas páginas falsas, os golpistas direcionavam os clientes para um WhatsApp falso. Durante a conversa, eles enviavam contratos com timbres falsificados para reforçar a credibilidade da negociação. “Pessoas de todo o país entravam em contato por meio desses canais manipulados e pagavam por reservas que não existiam. Quando a vítima faz o pagamento, é bloqueada e os criminosos desaparecem”, explicou.
A operação falso check-in foi realizada na cidade de São Paulo, onde os investigados moram, com apoio da Polícia Civil do estado. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Os materiais considerados de interesse para a investigação foram recolhidos, e os sites e perfis falsos foram derrubados por determinação judicial.
O delegado Roney Teixeira Marcelo alertou para o crescimento desse tipo de crime nos últimos anos. “É importante que as pessoas desconfiem de preços muito abaixo do mercado. Antes de confirmar a compra, verifiquem se o nome do recebedor é o da pousada, procurem o site oficial e liguem para o telefone fixo do estabelecimento para confirmar se aquela conta de rede social realmente pertence à empresa”, orientou.
Os suspeitos deverão responder por associação criminosa e fraude eletrônica.
