Servidores do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (12/3), um indicativo de greve. A resolução foi aprovada por unanimidade pela categoria durante reunião organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta-DF), em frente ao complexo da Polícia Civil do Distrito Federal. Caso não haja avanço nas negociações dentro do prazo estabelecido, a categoria poderá iniciar a paralisação nos próximos dias, com prazo até a segunda-feira (16/3).
A mobilização envolve servidores da carreira de Atividades Complementares de Segurança Pública, responsáveis por funções técnicas ligadas ao funcionamento do IML. De acordo com o sindicato, o movimento paredista poderá começar a qualquer momento após o prazo de 72 horas da notificação formal enviada ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Segundo o Sindireta-DF, a decisão pela greve ocorre após a falta de avanços nas negociações sobre a reestruturação da carreira. A entidade, responsável por representar a carreira de Atividades Complementares de Segurança Pública, afirma que outras categorias da segurança pública já receberam reajustes e melhorias recentes, enquanto os profissionais do IML seguem sem mudanças nas condições salariais e estruturais.
Em comunicado, o sindicato destacou que a categoria reivindica reconhecimento e valorização profissional. A entidade também afirmou que permanece aberta ao diálogo com o governo local.
“O Sindireta-DF reafirma sua disposição permanente para o diálogo, esperando que o Governo do Distrito Federal apresente propostas concretas que garantam justiça, valorização e respeito aos servidores da carreira de Atividades Complementares de Segurança Pública”, informou a entidade.
Os servidores do IML atuam em atividades técnicas essenciais para a segurança pública, incluindo apoio em procedimentos periciais e exames realizados pelo instituto.
O Correio procurou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e aguarda posicionamento.
