
O Ministério da Saúde inaugurou, na manhã desta quinta-feira (12/3), uma nova etapa de atendimentos da carreta do programa Agora Tem Especialistas. Estacionada no Hospital Regional de Planaltina (HRPL), a unidade móvel tem como objetivo para os próximos 30 dias zerar a fila de espera por mamografias e exames ginecológicos na região norte do DF.
A unidade é uma das poucas no país que opera de forma híbrida, oferecendo desde a consulta com especialistas (ginecologistas e mastologistas) até exames de alta complexidade, como biópsias de mama e colposcopias. Caso um nódulo seja identificado durante o atendimento, a paciente é imediatamente encaminhada para o suporte hospitalar, garantindo a continuidade do tratamento.
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Durante a inauguração, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a escolha por Planaltina leva em conta a vasta área rural e o represamento de exames. "Estamos com um desafio importante. Temos cerca de 600 mulheres esperando para fazer mamografia aqui na região. Vamos atender todas elas e zerar essa fila", afirmou o ministro.
Padilha destacou que a saúde feminina é o pilar central da gestão atual. "Elas são a maioria da população, as que mais usam o SUS e as que cuidam da família. Estamos fazendo toda essa ação para reduzir o tempo de espera de mulheres que procuram atendimento especializado", pontuou.
Para quem aguarda há anos na fila da regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF), a chegada da carreta representa o fim de uma angústia. É o caso de Irani da Costa, aposentada de 68 anos. Ela aguardava há dois anos por uma mamografia de rotina e conseguiu um encaixe na unidade móvel.
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"Achei uma benção, algo que facilita muito nossa vida e saúde. A gente sente quando precisa fazer esses procedimentos, não é? É exame de rotina, mas a espera era grande", relatou a moradora do Arapoanga, que agora terá o diagnóstico em mãos em poucos dias.
Balanço e expansão
No início deste ano, as carretas passaram por Ceilândia e Taguatinga, totalizando 6.113 atendimentos. Em Ceilândia, as filas para ultrassom pélvica e mamografia foram zeradas, atendendo inclusive mulheres de etnias indígenas, como Xavante e Xingu. Nacionalmente, o programa segue em ritmo acelerado.
Atualmente, são 53 carretas rodando o Brasil, mas o plano é de expansão agressiva. "Até o final deste ano, chegaremos a 150 carretas. Vamos quase triplicar o volume atual. No mês de março, vamos ultrapassar 150 regiões atendidas, somando as unidades de saúde da mulher, oftalmologia e imagem", anunciou o ministro.
Além dos exames
O ministro também aproveitou a agenda para destacar novas frentes de cuidado, como o teleatendimento para mulheres vítimas de violência. O serviço contará com psicólogos e assistentes sociais para suporte direto.
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"Muitas vezes a mulher só conta para um profissional de saúde aquilo que não conta para mais ninguém. Registrar uma suspeita de violência na unidade de saúde é fundamental para prevenirmos o feminicídio", apontou Padilha.
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