José Brito dos Santos, 63 anos, será lembrado pela alegria contagiante e pela integridade, segundo a cunhada Patrícia Rodrigues, 39. O corpo do idoso foi velado e sepultado na tarde desta sexta-feira (27/3), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.
O sepultamento ocorre dois dias depois do trágico acidente que tirou a vida de José. Na quarta-feira (25/3), ele retornava de uma consulta em São Sebastião, quando foi atropelado e morto por uma menina de 12 anos que conduzia o carro do pai. Segundo as investigações, ela retirava o veículo da garagem e teria confundido os pedais.
As consultas médicas eram de rotina, segundo a cunhada. “Ele era um batalhador. Na época da covid-19, chegou a ficar entubado e em estado grave, mas lutou e venceu. Agora, é vítima dessa tragédia”, lamentou Patrícia.
Judicialmente, ela confessa não criar expectativas. “Sabemos que foi praticamente uma criança que estava dirigindo. Por dentro, nos gera uma revolta, é claro. Porque sabemos que não vai dar em nada. Mas o ‘Zezão’ se foi.”
O pai da adolescente contou à polícia que, no momento do atropelamento, dormia dentro de casa e não viu quando a menina pegou o carro. Ele ainda escreveu uma carta de perdão aos familiares da vítima. Já a adolescente vai responder por ato análogo a homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Natural de Minas Gerais, José é de uma família de 13 irmãos. Ele deixa duas filhas e três netos.
