A operadora de planos de saúde Geap promoveu, nesta segunda-feira (30/3), o evento 'O cuidado da mulher poderosa'. A cerimônia foi realizada em celebração ao Mês da Mulher, em Brasília, que contou com palestras sobre diferentes temas relacionados à mulher, como envelhecimento, finitude e empoderamento.
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Palestrantes convidadas, a escritora do livro A morte é um dia que vale a pena viver, Ana Cláudia Quintana, e a vereadora Ana Carolina Oliveira falaram aos presentes durante a celebração ao Mês da Mulher. A autora do livro que já vendeu mais de um milhão de cópias falou um pouco sobre o ato de cuidar e as decisões que envolvem sacrifícios pelo outro.
“Eu sei que alguém envelheceu bem quando ele foi capaz de se escolher primeiro (...) A gente tem que se humanizar e se responsabilizar pela própria proteção, porque pode demorar muito tempo até que alguém nos proteja”, destacou.
Vereadora, responsável por diversos projetos sociais e mãe da menina Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira falou um pouco sobre a trajetória de vida dela após o episódio que rodou os noticiários do país. De acordo com ela, a trajetória foi marcada pela resiliência e compromisso em dar novo sentido à própria história. O contexto foi, inclusive, adaptado em produção da Netflix.
“Quem eu era? Aonde eu fui parar? Existia eu, alguém que pensava, que lutava, e que queria falar. Trabalhei 16 anos no mercado financeiro, morei fora, sou casada, sou mãe de mais dois filhos. Eu reconstruí a minha vida e Deus em momento algum me abandonou”, relembrou.
Mais uma a palestrar, a jornalista e diretora de redação do Correio Braziliense, Ana Dubeux, falou sobre o papel do questionamento na transformação social, Além disso, destacou o silêncio que circunda diferentes temas estruturais na sociedade brasileira. “Aprendi que as respostas mais importantes estão nas perguntas que ninguém faz. E a gente precisa começar a fazer essas perguntas, inclusive sobre por que ainda nos dizem, de forma direta ou indireta, que não merecemos ocupar determinados espaços”, ressaltou.
Evento foi momento de conexão e reconhecimento
Durante a celebração, a diretora de Administração da empresa de autogestão em saúde, Ana Santiago, classificou o evento como um momento de "escuta, conexão e fortalecimento coletivo”. Para ela, o ato de comemorar o Mês das Mulheres faz com que uma trajetória histórica de conquistas seja reconhecida. “Comemorar a data representa reconhecer uma trajetória histórica de conquistas, de enfrentamento de desigualdades e da construção contínua de espaço de dignidade, respeito e protagonismo”, afirmou.
Com o programa Pra Elas, ofertado pela Geap, é possível reafirmar o compromisso com a valorização das mulheres. Dessa forma, de acordo com Ana Santiago, também são promovidos espaços de inspiração e transformação, e não apenas reconhecimento.
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Douglas Figueredo, diretor-presidente da Geap, salientou que o evento era das mulheres. De acordo com ele, o relato das experiências de personagens marcantes foi o carro-chefe da manhã de comemoração. “Convidamos três Anas para que passassem a manhã com vocês, num bate-papo, relatando suas experiências. Essa é uma data de reflexão que precisa ser transformada em ação, que é o que falta no Brasil e no mundo. Espero que esse bate-papo nos torne mais contundentes e exigentes em ações que promovam mudanças”, destacou.
Conforme citou Figueredo, a busca constante por parte da operadora por igualdade de gênero durante a prestação de serviços foi o principal fator responsável por fazer com que a Geap se tornasse na primeira a conquistar a paridade entre homens e mulheres em cargos de gestão, além de ter ampliado a licença-maternidade para um ano. “Não é questão de prestar contas e sim de reconhecer que temos pouco a comemorar, mas que a busca para garantir às mulheres a igualdade no ambiente de trabalho deve ser mesmo uma meta cotidiana”, completou.
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