FEMINICÍDIO

Amigos e familiares se despedem de Bruna Stephanie, vítima de feminicídio

Velório marcado por forte comoção reuniu cerca de 60 pessoas em Brazlândia. Bruna deixa três filhos

Amigos e familiares se despedem de Bruna Stephanie, 7ª vítima de feminicídio no DF -  (crédito: Letícia Mouhamad/CB)
Amigos e familiares se despedem de Bruna Stephanie, 7ª vítima de feminicídio no DF - (crédito: Letícia Mouhamad/CB)

Sob um clima de profunda tristeza e orações, cerca de 60 pessoas se reuniram no cemitério de Brazlândia, nesta segunda-feira (6/4), para o último adeus a Bruna Stephanie Freitas Brandão, 36 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro na última sexta-feira. No local, os familiares estavam visivelmente abalados e preferiram não conversar com a imprensa, pedindo privacidade para o momento de luto. 

No entanto, entre um comentário e outro trocado entre os presentes, era possível ouvir relatos de uma mulher que, apesar das dificuldades, era muito animada, querida por todos e apaixonada por música. Bruna foi sepultada no mesmo local onde já jazia uma de suas irmãs, sob o olhar atento de seus pais e do padrasto. Os filhos — de 2, 10 e 18 anos — foram amparados por familiares durante todo o tempo. 

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O filho mais velho, que servia ao Exército, foi dispensado para poder prestar a última homenagem à mãe, enquanto o caçula, de apenas 2 anos, era observado por amigos que notavam a semelhança física marcante entre os dois: "Ele é a cara da mãe, não é?", comentou uma colega próxima. Bruna havia se mudado de Caldas Novas (GO) para Brasília há cerca de um ano, em uma tentativa de reconstruir a vida e escapar do histórico de agressões de Elenilton Pereira Bezerra, 36 anos, contra quem já havia obtido medidas protetivas anteriormente.

O crime ocorreu na noite de sexta-feira (3/4), na QN 8 do Riacho Fundo, na frente dos dois filhos menores. Sob o pretexto de visitar a criança de 2 anos, Elenilton foi à residência da vítima e, após uma discussão, a atacou com um golpe de faca no pescoço. O autor, que possui um perfil descrito pela polícia como extremamente violento e passagens por homicídio e lesão corporal, foi preso em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT).

O caso marca o 7º feminicídio registrado na capital federal em 2026. Para auxiliar nos custos do velório e do sepultamento, amigos e familiares organizaram uma vaquinha solidária. As doações podem ser realizadas via PIX para o CPF de um dos irmãos, Venceslau Lustosa. A chave é 37299379104, Banco Inter. 

Onde pedir ajuda

» Ligue 190: Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Serviço disponível 24h por dia, todos os dias. Ligação gratuita.

» Ligue 197: Polícia Civil do DF (PCDF). E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br. WhatsApp: (61) 98626-1197. Site: www.pcdf.df.gov.br/servicos/197/violencia-contra-mulher.

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, canal da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres. A denúncia pode ser feita de forma anônima, 24h por dia, todos os dias. Ligação gratuita.

» Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam): funcionamento 24 horas por dia, todos os dias.

» Deam 1: previne, reprime e investiga os crimes praticados contra a mulher em todo o DF, à exceção de Ceilândia. Endereço: EQS 204/205, Asa Sul. Telefones: 3207-6172 / 3207-6195 / 98362-5673. E-mail: deam_sa@pcdf.df.gov.br.

» Deam 2: previne, reprime e investiga crimes contra a mulher praticados em Ceilândia. Endereço: St. M QNM 2, Ceilândia. Telefones: 3207-7391 / 3207-7408 / 3207-7438.

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postado em 06/04/2026 12:17
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