CB.PODER

Secretaria de Saúde vai chamar médicos por meio de contrato temporário

Ao CB.Poder, o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, detalhou a contratação de novos profissionais e pediu que pacientes atualizem cadastro

O secretário de Saúde do Distrito Federal (DF), Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, é o entrevistado do CB.Poder. Na bancada, as jornalistas Ana Maria Campos (C) e Mila Ferreira -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O secretário de Saúde do Distrito Federal (DF), Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, é o entrevistado do CB.Poder. Na bancada, as jornalistas Ana Maria Campos (C) e Mila Ferreira - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

As ações do Governo do Distrito Federal (GDF) para melhorar o acesso à saúde na capital foram tema, nesta segunda-feira (6/4), do programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Às jornalistas Ana Maria Campos e Mila Ferreira, o secretário de Saúde do Distrito Federal (DF), Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, falou sobre dificuldades orçamentárias, contratação de novos médicos e programas da pasta. O secretário também destacou a necessidade de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) manterem seus dados atualizados enquanto permanecem na fila por cirurgias e tratamentos. Confira, a seguir, os principais pontos.

No início deste ano, houve o anúncio de um contingenciamento orçamentário no GDF. De que forma isso afeta a Saúde?

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Houve um contingenciamento de todas as secretarias do DF, obviamente na formatação do governo para segurar um pouco as contas para, depois, priorizar os recursos. É importante salientarmos que a saúde é muito dinâmica. Estima-se que o valor gasto com atendimentos a pacientes de fora deve chegar a quase R$ 1 bilhão. Então, essa dificuldade na secretaria vai além da falta de orçamento. Ela também tem vindo de uma demanda gigantesca de pacientes. O que nós estamos tentando é dialogar melhor com o Ministério da Saúde para ver se conseguimos habilitar leitos. Às vezes, inauguramos um serviço e, para a gente ter o recurso do Ministério da Saúde, a gente precisa habilitá-lo. Às vezes, esse serviço é custeado pelo Distrito Federal. Então, a gente tem feito esse diálogo, e o Ministério da Saúde tem se mostrado muito receptivo e respeitoso. Recentemente, conseguimos avançar em algumas habilitações.

Como tem lidado com essa dificuldade orçamentária?

O ex-governador Ibaneis Rocha chamou todos os secretários para uma reunião para, justamente, explicar a necessidade de cada secretaria ser mais eficiente e tentar contingenciar a parte do recurso. Na saúde, estamos em crescente ampliação de atendimentos. Um programa do Opera DF ampliou cerca de 70% do volume de cirurgias se nós compararmos o mesmo período do ano passado. Isso custa muito dinheiro. É por isso que nós temos buscado aumentar a fonte de receita também.

A governadora Celina Leão cancelou o aniversário de Brasília para destinar R$ 25 milhões para a contratação de médicos da família para atenção básica. Como vai ser isso? Tem previsão para nomear mais concursados?  

Vai ser um contrato temporário. Estamos correndo com a equipe para, em dois meses, estar com isso pronto e começar a chamar esses médicos. A ideia é fortalecer, justamente, a rede de atenção primária. Nós sabemos que investir em prevenção e promoção é o melhor caminho para tirar o impacto da rede. Então, se você pega um paciente hipertenso, diabético, que é bem controlado na atenção primária, ele não vai chegar a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) descompensado. Quando ele chega a uma UPA descompensado, geralmente, ele vai usar um leito de UTI. Então, a lógica que nós trouxemos para a governadora, e ela comprou bem a ideia, foi investir muito na atenção primária à saúde. Tivemos, agora, 1.154 nomeações. O governador Ibaneis, junto com a vice-governadora Celina, na época, nomearam técnicos de enfermagem, enfermeiros, dentistas, Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e auditor. Essas nomeações virão para fortalecer parte desse deficit na rede. O que buscamos, também, é investir, cada vez mais, em tecnologia. Imaginemos a junção de um cérebro com um músculo. O cérebro seria a rede inteligente de saúde, na qual você controla todas as informações relacionadas à saúde para direcionar para o músculo, que é a força de trabalho. Se você não tiver uma boa intersecção desses dois conjuntos, você fica com o cuidado fragmentado.

A Secretaria de Saúde enfrenta, muitas vezes, a dificuldade de localizar pacientes que fizeram um requerimento para entrar na fila por cirurgias ou tratamento. Explique para a gente esse problema e como a informação pode ajudar.

Nós sabemos que as pessoas esperam muitos anos por uma cirurgia ou um tratamento. Hoje, a Secretaria de Saúde faz contato com o paciente. Nós estamos com um serviço que dispara mensagens para os pacientes, falando que sua consulta está sendo agendada para ele confirmar ou não. Não confirmando, a gente pode tentar fazer o reagendamento desse paciente. Nós precisamos que aqueles que estão aguardando cirurgias, um tratamento para oncologia ou atendimentos no geral busquem as Unidades Básicas de Saúde para fazer um recadastramento. No aplicativo do Meu SUS digital, ele pode se recadastrar também. No próprio site da Secretaria de Saúde, também tem um link para atualizar os dados.

Assista à entrevista

*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates

 

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postado em 07/04/2026 04:00
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