Chacina do DF

Testemunha descreve relação de mentor da chacina com vítimas: "Almoçava e via filmes"

O relato foi feito pelo namorado de Gabriela Belchior, uma das vítimas da chacina, no Tribunal do Júri, nesta terça-feira (14/4)

 13/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF -  Fórum de Planaltina, julgamento da chacina de 2023. -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
13/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Fórum de Planaltina, julgamento da chacina de 2023. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O namorado de Gabriela Belchior, uma das vítimas da chacina que deixou 10 pessoas da mesma família mortas, afirmou em depoimento no Tribunal do Júri que um dos acusados mantinha convivência próxima e aparentemente amistosa com as vítimas antes dos crimes.

Segundo o relato, Gideon Batista — apontado pela investigação como mentor do plano — frequentava a casa de Gabriela, Marcos Antônio e Renata Belchior com regularidade. De acordo com a testemunha, ele participava de momentos cotidianos ao lado da família, como almoços de fim de semana, churrascos e até sessões de filmes.

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O depoente descreveu um ambiente de convivência íntima, no qual não havia, até então, sinais evidentes de conflito. “Eles almoçavam juntos, passavam tempo juntos, assistiam filmes”, indicou, ao detalhar a relação de proximidade entre o acusado e as vítimas.

Ainda conforme o testemunho, Gideon também circulava com naturalidade entre a residência principal e a casa vizinha, o que reforça, segundo a acusação, o grau de acesso que ele tinha ao núcleo familiar.

O namorado de Gabriela relatou ainda que, antes do desaparecimento, houve tentativas de contato com integrantes da família, sem sucesso. Em 28 de dezembro de 2022, recebeu uma mensagem da jovem informando que iria viajar, mas o avisaria ao retornar. Dias depois, estranhando o sumiço, ele mandou mensagem para Thiago Belchior, irmão de Gabriela e uma das vítimas, questionando sobre o paradeiro da namorada.

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“A Gabriela me mandou um áudio de voz dizendo que estava tudo bem. Ao fundo, a Renata também falou comigo. Eu acreditei”, afirmou.

Dias depois, a informação sobre o caso chegou pela televisão. Ao ir até o imóvel, encontrou o portão fechado e a residência trancada.

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postado em 14/04/2026 20:07
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