
Um dos endereços mais emblemáticos da capital federal, o Beirute completa 60 anos de história com uma programação que mistura cultura, memória e celebração. As atividades ocorrem entre os dias 16 e 18 de abril, nas unidades da Asa Sul e Asa Norte, reunindo música, exposição e promoções no cardápio.
Como parte das comemorações, a casa apresenta a exposição “Beirute 60 anos — uma história de subversão, amor e tradição”, na 109 Sul, desta quinta-feira (16/4, com abertura às 19h) até 30 de abril. A mostra revisita momentos marcantes da trajetória do estabelecimento a partir de reportagens do Correio Braziliense. A proposta é traduzir, em recortes históricos, como o local construiu sua identidade e se transformou em um dos símbolos da cidade.
Sob o comando de Francisco Frota Marinho, o Chiquinho, o Beirute atravessou seis décadas mantendo-se como ponto de encontro de diferentes gerações em Brasília. Ao longo dos anos, consolidou-se não apenas como bar e restaurante, mas como espaço de convivência, debate e expressão cultural.
Inaugurado em um período em que Brasília ainda se estruturava e contava com poucas opções de lazer, o bar ganhou contornos únicos poucos anos depois. Em 1970, três garçons assumiram o controle do negócio ao comprar o estabelecimento, um episódio incomum que redefiniu sua história. A mudança não foi apenas administrativa: trouxe uma nova lógica, marcada pela valorização do trabalho, pela proximidade com os clientes e por um forte vínculo afetivo com o espaço. Essa é a história relembrada pela curadora Cilene Vieira, do Centro de Documentação do Correio (Cedoc), na apresentação da exposição.
Com o passar dos anos, o Beirute se tornou palco de manifestações culturais, encontros políticos e celebrações sociais. Frequentado por estudantes, artistas, jornalistas, intelectuais e boêmios, o local ganhou fama como espaço plural, associado à diversidade e à liberdade de expressão.
A casa também ultrapassou os limites da gastronomia, servindo de cenário para produções audiovisuais, tema de livros e objeto de estudos acadêmicos, além de presença constante em reportagens sobre a história da capital.
Mesmo com as transformações do país e da própria Brasília, o Beirute preserva características que atravessam gerações: o ambiente simples, o cardápio tradicional e o atendimento próximo, elementos que ajudaram a construir sua reputação.
Além da unidade original na 109 Sul, o legado se expandiu com a criação da filial na Asa Norte, conhecida como “Beirutinho”, que também se consolidou como referência na cidade.
60 anos do Beirute
Data: 16 a 18 de abril
Locais: Asa Sul (109 Sul) e Asa Norte (107 norte)
Entrada: Gratuita
- Exposição “Beirute 60 anos — uma história de subversão, amor e tradição”
Local: 109 Sul
Período: De 16/4 (abertura às 19h) a 30 de abril
Ficha Técnica
Curadoria: Cilene Vieira e Juliana Nova
Acervo: Centro de Documentação e Memória – Cedoc do Correio Braziliense
Pesquisador: Mauro Roberto Silva
Produção e arte: Juliana Nova
Realização: Correio Braziliense e Beirute
Patrocínio: Gráfica Movimento

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