
Andar por Brasília é ver atividade física em todos os lugares. Esportes dos mais variados tomam conta da cidade, seja durante a semana, seja nas manhãs de sábado e domingo. As corridas, certamente, fazem parte dessa extensa lista. Agora, a prática virou um estilo de vida com histórias que ganham novos contornos. Na Maratona Brasília, promovida pelo Correio Braziliense, mais de 4 mil inscritos têm um motivo especial para fazer parte dessa festa de rua.
Um dos rostos que desfilarão pelo asfalto da capital é o de Emanuel Victor Gonçalves, 25 anos, que começou a correr há quase uma década, em razão de decisões médicas. "Acabei descobrindo uma arritmia cardíaca leve, e o médico cardiologista da época recomendou que eu me movimentasse de maneira mais controlada, com corridas de, no máximo, 5km, em velocidade leve e constante", detalha.
Depois de um tempo, a arritmia praticamente sumiu e, ali, durante as sessões de corrida, ele percebeu que realmente gostava desse universo. "Foi o meu primeiro contato com o esporte", afirma o professor de educação física, que, agora, participa pela segunda vez da Maratona Brasília. Na segunda-feira, Emanuel fará o percurso de 21km.
"É um trajeto bastante desafiador por ter algumas subidas e descidas, mas o corredor de Brasília já está acostumado com isso. Não mudaram o percurso, ou seja, já sabemos o que esperar da prova", destaca. Além disso, correr e celebrar o aniversário da cidade dá um tom especial à competição. Ele conta que já planeja e marca a prova como uma das primeiras competições a serem realizadas desde o início do ano.
Por ser um corredor experiente em relação à prática, ele conta que o período da Maratona é ideal, justamente porque a preparação pode ser melhor elaborada. "O maior desafio é encontrar tempo durante a rotina para encaixar treinos mais longos. Um outro ponto importante é o sono e o descanso. Hoje, durmo pouco, o que prejudica a recuperação e a disposição do dia seguinte para continuar treinando com eficiência", acrescenta.
Autoestima e saúde
Para muitos, a corrida também surge como uma ferramenta de transformação pessoal. É o caso do eletrotécnico Pedro Germano, 33, que encontrou no esporte o caminho para o bem-estar físico. "Comecei a correr pois estava acima do peso. A partir daí, veio o clube de corrida com apoio da Neoenergia, que me deu todo o suporte para melhorar a cada dia", conta.
Pedro destaca que o suporte emocional é tão importante quanto o físico. "Os principais desafios são um bom preparo, assessoria e equipamentos, mas também o suporte emocional. É um esporte solitário, em que você passa muito tempo com você mesmo. Então, estar perto de pessoas compartilhando do mesmo prazer é muito satisfatório", explica.
Se para alguns a corrida é um novo hábito, para o analista em tecnologia da informática, Weudes Santos Martins, 32, a corrida se tornou uma filosofia de vida após um início difícil. "Meu primeiro contato foi tentando correr 5km no parque, e foi muito mais desafiador do que eu imaginava. Percebi que não tinha o condicionamento que pensava ter. Como tenho asma e hipotireoidismo, passei a enxergar a corrida como uma forma de cuidar da saúde", relembra.
Hoje, em um estágio completamente diferente de quando começou, vê que a alta performance exige sacrifícios que nem sempre são visíveis no dia da prova. "O maior desafio é abrir mão de muita coisa. Acordar cedo pesa, mas o mais difícil é manter a rotina por muito tempo e aceitar as renúncias. Muita gente só vê o resultado, mas o que realmente constrói isso é a constância", completa.
Da superação ao sucesso
O desafio também atrai aqueles que buscam superar marcas específicas. O gestor público Arthur de Brito, 33, corre há mais de uma década e carrega no currículo quatro pódios. Estreante na Maratona Brasília, ele foca na velocidade e em alcançar metas pessoais. "Minha expectativa é bater meu recorde pessoal nos 5km, na casa dos 18 minutos. Vim por convite de um amigo, e a expectativa está lá no alto", revela Arthur.
Já para o colega Deyvid Alves, 36, a corrida nasceu de uma necessidade profissional que virou paixão. "Comecei no ano passado porque sou militar temporário e minha dificuldade no TAF (Teste de Aptidão Física) era a corrida. Decidi que minha maior dificuldade seria o que eu mais gostaria de fazer", conta. Deyvid, que já completou quatro provas de 21km, planeja agora o desafio de correr os 10km no domingo e os 21km na terça-feira. "A gente vai acostumando o corpo para, quem sabe daqui a um tempo, tentar os 42km."
Serviço:
18 de abril | Sábado
Corrida Kids: largada às 15h
Percurso 5km: largada às 17h
19 de abril | Domingo
Percurso 5km: largada às 7h
Percurso 10km: largada às 7h
20 de abril | Segunda-feira
Percurso 5km: largada às 6h30
Percurso 21km: largada às 6h30
21 de abril | Terça-feira
Percurso 3km: largada às 6h30
Percurso 5km: largada às 6h30
Percurso 10km: largada às 6h30
Percurso 21km: largada às 6h
Percurso 42km: largada às 5h30
Programação cultural
20 de abril | Segunda-feira
7h às 7h40: KilomBrasília
7h40 às 8h10: Cirqus Kids
8h10 às 8h50: Banda Surdodum
8h50 às 9h20: Hit Haus
9h20 às 10h: Deejay + Veejay + Cirqus FY
10h00 às 11h30: Divinas Tetas
11h30 às 12h00: Deejay + Veejay
21 de abril | Terça-feira
7h às 7h40: Fit Dance Brasília
7h40 às 8h10: Arca de Arabesco
8h10 às 8h50: Street Cadeirante
8h50 às 9h10: Cirqus FY
9h10 às 10h: Afrontasia + Macetada Pagodão
10h00 às 10h20: Deejay + Veejay + Cirqus FY
10h20 às 11h30: Eduardo e Mônica + The Corre
11h30 às 12h50: Deejay + Veejay

Cidades DF
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