Educação

Professores temporários relatam instabilidade e medo de perderem vagas

Ato de professores do GDF nesta quinta-feira (23) abordou condições de trabalho, remuneração e reivindicações da categoria

A categoria solicita ao GDF que nomeie todos que passaram no último concurso para professor efetivo, realizado em 2022, e realize novos concursos, diminuindo a quantidade de temporários na Secretaria.
 -  (crédito: Reprodução Gabriela Cidade )
A categoria solicita ao GDF que nomeie todos que passaram no último concurso para professor efetivo, realizado em 2022, e realize novos concursos, diminuindo a quantidade de temporários na Secretaria. - (crédito: Reprodução Gabriela Cidade )

*Por Gabriela Cidade

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO) reuniu nesta quinta-feira (23) a categoria para realização de ato na Praça do Buriti. Docentes temporários narraram insegurança e medo constante de perderem vaga nas escolas em que trabalham e fizeram críticas à atual situação da educação no Distrito Federal.

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“Não é de hoje que nosso salário é afetado. Não é de hoje que a desvalorização e o sucateamento da educação vem acontecendo.” disse Kettrin Helena, 24 anos, professora temporária da escola Jardim de Infância Casa de Vivência em Planaltina, que relata não ter recebido o primeiro salário do ano corretamente e o problema ainda não foi corrigido. A professora critica a Secretaria de Educação apontando “falta de transparência” no processo de cálculo do salário do professor em contrato temporário.

A mesma denúncia foi feita por Jânio Alcântara, 57, coordenador pedagógico da Escola Classe 115 Norte. Ele contou que professores da escola em que trabalha não receberam auxílio alimentação, auxílio transporte e o total de seus salários no último mês. A Secretaria de Educação disse ao Correio Braziliense que “já adotou medidas concretas para garantir a correção de eventuais inconsistências e o aperfeiçoamento dos processos administrativos“.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou a criação de um grupo de trabalho para tratar do pagamento integral dos professores da Secretaria de Educação, do qual o sindicato da categoria foi convidado a participar. “Não anunciaram quem vai participar dele, se o Sinpro vai ter uma participação efetiva com outros professores, principalmente os professores temporários, que deveriam ter a voz ouvida também”, aponta Caio Amaral, 25, professor temporário na Escola Classe 27 de Taguatinga, que reforça a importância de uma comissão que atenda as necessidades da categoria. 

Segundo dados da Secretaria de Educação do Distrito Federal, 36,4% dos professores em atuação estão em regime de contrato temporário. Professores nessa categoria de docência realizam o concurso público de contrato temporário a cada dois anos para entrar na SEEDF como professor substituto. Essa condição coloca ao educador a possibilidade de ser retirado da sala de aula ou da escola que trabalha a qualquer momento.

A categoria solicita ao GDF que nomeie todos que passaram no último concurso para professor efetivo, realizado em 2022, e realize novos concursos, diminuindo a quantidade de temporários na Secretaria. 

 *Estagiária sob a supervisão de Márcia Machado

 

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postado em 23/04/2026 15:48
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