A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) apresentou, nesta quarta-feira (1º/4), os primeiros resultados do programa DF 360 – Segurança Integral, pouco mais de um mês após o lançamento da iniciativa, em 27 de fevereiro. O sistema reúne imagens de câmeras públicas e privadas em uma plataforma unificada. O programa já ajudou a prender mais de 30 indivíduos com mandados de prisão em aberto, localizou 17 desaparecidos e recuperou mais de 60 carros furtados.
Atualmente, a estrutura conta com 1.712 câmeras integradas — sendo 1.371 da SSP-DF, 151 de órgãos públicos parceiros e 174 de estabelecimentos privados. As imagens são acessadas em tempo real por equipes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), permitindo ações mais rápidas tanto na prevenção quanto na repressão de crimes.
Segundo o sebsecretário de Modernização Tecnológica da SSP-DF, Gustavo Tarragô, o principal avanço do programa está na ampliação do alcance do monitoramento. “A importância do DF 360 foi trazer recurso tecnológico para utilizar na atuação das forças de segurança. Agora eles conseguem monitorar em tempo real uma grande área do Distrito Federal”, afirmou. “Com a participação de pessoas privadas ou empresas que podem integrar suas câmeras, a gente aumenta essa capilaridade”, completou.
Além do monitoramento, o sistema utiliza ferramentas de análise, como o reconhecimento facial, aplicado de forma flexível conforme a necessidade operacional. “A gente não comprou câmeras específicas, mas licenças que podem ser usadas em qualquer equipamento, de acordo com o planejamento da área de segurança”, explicou o subsecretário. Atualmente, 50 licenças estão em operação, com previsão de ampliação.
Desde o lançamento, o DF 360 já contribuiu para a prisão de mais de 30 pessoas com mandados em aberto, a localização de 17 desaparecidos e a recuperação de mais de 60 veículos furtados. Para Tarragô, o impacto vai além da repressão. “O reconhecimento facial não é só para localizar foragidos. Ele também ajuda a encontrar pessoas desaparecidas, o que é um ganho importante para a sociedade”, afirmou.
O subsecretário explicou que a adesão ao sistema é feita de forma voluntária, por meio de cadastro on-line. “A pessoa entra no site, preenche os dados, assina o termo de autorização e, após validação, a câmera já fica disponível para todas as forças de segurança acessarem”, disse. As imagens de câmeras privadas ficam armazenadas por até 72 horas, enquanto as públicas permanecem guardadas por 30 dias em ambiente seguro, podendo ser preservadas por mais tempo em casos de interesse investigativo.
Outro destaque apresentado foi a ampliação das Centrais de Monitoramento Remoto (CMRs), que permitem o acompanhamento descentralizado das imagens. Ao todo, estão previstas 162 unidades. Dessas, 66 já foram entregues a batalhões da PMDF, unidades do CBMDF e delegacias da PCDF, enquanto outras 96 devem ser distribuídas nos próximos dois meses. “A ideia é que cada unidade consiga monitorar sua própria área de atuação”, destacou Tarragô.
O programa busca integrar tecnologia e inteligência para ampliar a cobertura em áreas estratégicas, como Taguatinga e o Plano Piloto, que concentram o maior número de câmeras instaladas no Distrito Federal.
