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Feira da Goiaba agita Brazlândia com shows e gastronomia a partir de sábado

Em sua 11ª edição, o evento, que se estende por seis dias ao longo de abril, funciona como vitrine comercial para 156 produtores e aposta na ampliação de mercado

A 11ª Feira da Goiaba de Brasília, que começa neste sábado, em Brazlândia, reforça o peso econômico da fruticultura no Distrito Federal. A produção da fruta atingiu 7,4 mil toneladas em 2025, gerando um Valor Bruto de Produção de R$ 38,5 milhões, um indicador que consolida a região como principal polo local da cultura.

O evento, que se estende por seis dias ao longo de abril, funciona como vitrine comercial para 156 produtores e aposta na ampliação de mercado. Ao todo, serão mais de 60 estandes entre flores, plantas ornamentais e derivados da goiaba, com foco direto na venda ao consumidor final e na agregação de valor à produção.

A mobilização liderada pela Emater-DF e por associações rurais locais evidencia uma estratégia recorrente no agronegócio candango: aproximar campo e cidade para acelerar o escoamento e reduzir intermediários. A feira também acompanha o avanço de produtividade em uma área de 432 hectares, em um momento em que pequenos produtores buscam diversificar canais de receita.

Serão 30 estandes na Florabraz, feira de flores e plantas ornamentais, e 36 no Empório da Goiaba, na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), no Núcleo Rural Alexandre de Gusmão. Para animar o público, também estão previstos shows musicais.

Novo comando

Apex/Divulgação - Ana Repezza, nova presidente da Croplife Brasil

A CropLife Brasil anunciou a escolha de Ana Repezza como nova presidente, com início oficial previsto para 4 de maio. Com mais de 25 anos de experiência, Ana construiu uma trajetória na articulação de políticas comerciais e atração de investimentos. Atualmente diretora de Negócios da ApexBrasil, ela traz na bagagem a liderança de missões internacionais e uma passagem marcante como secretária-executiva da Camex. Ana Repezza substitui Eduardo Leão, que deixou o cargo em dezembro.

Preocupação na Asa Norte

Com a troca de comando no GDF e no 3º Batalhão da Polícia Militar (Asa Norte), a Rede de Vizinhos Protegidos subiu no telhado. Desde segunda-feira, os grupos do WhatsApp destinados à comunicação das ocorrências policiais estão travados. Apenas os administradores, todos militares, podem enviar mensagens nos grupos. Oficialmente, o comando do batalhão informou que uma comissão foi montada para avaliar a efetividade dos grupos e se contribuem para "o aumento da sensação de segurança" e se "propiciam a integração em rede, focada na identificação, análise e resolução de problemas locais, fomentando a convivência harmoniosa entre vizinhos e maximizando o emprego da PMDF para atendimento de ocorrências". Enquanto os grupos estão bloqueados para a interação dos moradores, a orientação da PM é ligar para o 190 ou mandar mensagem para o número privativo do 3º BPM.

Whisk/Google IA - Rede de Vizinhos Protegidos travada pela PM

A desativação provisória dos grupos da Rede de Vizinhos Protegidos, que contam em média com mais de 700 contatos cada um, causou estranheza entre moradores e comerciantes da Asa Norte. "Se o morador não puder mandar mensagem, não faz mais sentido algum o grupo. A PM vai informar que está atendendo ocorrência na área? O grupo era fundamental porque sabíamos tudo o que ocorria na região. A impressão que passa é a de que querem esconder a violência e passar uma sensação de segurança inexistente. Os problemas na Asa Norte são conhecidos e não podem ser negligenciados", diz um síndico da 404 Norte.

Trilha 2026 do Exporta DF

A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) abriu inscrições para o ciclo 2026 do Exporta DF, desta vez voltado ao setor de tecnologia. O programa selecionará 20 micro e pequenas indústrias para uma trilha que inclui capacitação, adaptação de soluções e conexão com mercados externos. Com adesão entre
R$ 2,5 mil (para associados) e R$ 3 mil, a iniciativa ocorre de abril a novembro e busca ampliar a presença internacional de empresas locais. Desde 2024, trinta e oito companhias passaram pelo projeto. O movimento ocorre em um contexto de baixa inserção global do Brasil em inovação, hoje na 52ª posição mundial, e tenta posicionar o DF como polo exportador de soluções digitais.

Novo comando no Sindiatacadista-DF reforça peso econômico do setor

O Sindiatacadista-DF empossou, na noite de terça-feira, o empresário Alaor Gomes Neto como presidente em um momento de expansão do comércio local. O atacado responde por 25% a 30% da arrecadação de ICMS do DF, movimenta mais de R$ 20 bilhões ao ano e gera cerca de 35 mil empregos diretos.

Divulgação - Alaor Gomes Neto, novo presidente do Sindiatacadista/DF

A nova gestão aposta em maior articulação com o poder público e na ampliação da representatividade institucional para sustentar o crescimento da cadeia de abastecimento. A permanência de Álvaro Júnior na vice-presidência sinaliza continuidade na agenda, em um segmento que sustenta o pequeno varejo e ganha relevância com a expansão urbana e o consumo na capital.

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