No terceiro dia de julgamento no Tribunal do Júri de Planaltina, Gideon Batista afirmou, em depoimento, ter sido coagido desde o início das investigações e relatou supostos episódios de violência por parte de policiais. Segundo ele, teria sido rendido na chácara por outros acusados do crime, incluindo Carlomam dos Santos, e, posteriormente, pressionado a colaborar sob ameaça de morte — “ou concordava ou seria mais uma vítima”.
O réu também declarou que, após a prisão, foi agredido durante o trajeto até a delegacia, ocasião em que teria tido os óculos quebrados. Disse ainda que, ao ser levado à sala de um delegado, optou por permanecer em silêncio e, em seguida, foi colocado em uma cela e transferido de unidade.
Gideon afirmou que, já no Centro de Detenção Provisória, foi novamente retirado e conduzido à delegacia, onde teria sido submetido a tortura para prestar depoimento. “Colocaram um plástico no meu rosto e jogaram uma substância com cheiro de álcool, ameaçando atear fogo.”
Ele também questionou a condução da investigação, afirmando que prestou dois depoimentos, mas apenas um teria sido formalizado. O réu mencionou ainda a ausência de oitiva de uma testemunha que, segundo ele, poderia contribuir para esclarecer os fatos.
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