SOCIEDADE

Mais adultos, menos jovens: DF envelhece e morar sozinho vira tendência

Levantamento do IBGE, divulgado nesta sexta-feira (17/4), aponta mudanças no perfil da população e nos arranjos domiciliares entre 2012 e 2025. Distrito Federal é a unidade da Federação com mais apartamentos, proporcionalmente

O Distrito Federal está envelhecendo e cada vez mais pessoas estão optando por viver sozinhas. É o que revela a edição 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (17/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento traça um retrato detalhado de como mudaram a população e os domicílios da capital federal desde 2012.

Em 2012, os moradores com menos de 30 anos representavam a maioria da população do DF: 50,7%. Em 2025, esse grupo caiu para 42,8%. No sentido oposto, a parcela com 30 anos ou mais passou de 49,3% para 57,3% no mesmo período. O envelhecimento aparece em todas as faixas. O percentual de crianças de 0 a 4 anos recuou de 7,5% para 5,4%. Já os moradores com 60 anos ou mais quase dobraram sua participação: eram 8,4% em 2012 e chegaram a 13,9% em 2025.

 
 
 
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Um dos dados mais marcantes da pesquisa é o crescimento dos domicílios unipessoais, ou seja, aqueles habitados por apenas uma pessoa. Em 2012, eles representavam 13,9% dos lares do DF. Em 2025, chegaram a 19,9%, um avanço de 6 pontos percentuais em 13 anos.

Quem são essas pessoas?

A maioria (52,9%) tem entre 30 e 59 anos. Os idosos com 60 anos ou mais correspondem a 32,2% desse grupo, proporção que cresceu quase 10 pontos percentuais desde 2012. Os jovens de 15 a 29 anos representam 14,9%.

Há diferenças importantes entre homens e mulheres. Entre os homens que vivem sozinhos, 62,6% têm entre 30 e 59 anos. Já entre as mulheres na mesma situação, a maioria (49,5%) tem 60 anos ou mais. No total, os homens são 56,9% dos moradores solitários e as mulheres, 43,1%.

O arranjo familiar mais comum no DF ainda é o nuclear, formado por casal com ou sem filhos, ou por mães e pais sozinhos com filhos. Em 2025, esse modelo correspondia a 64,8% dos domicílios, mas perdeu espaço em relação a 2012, quando era 67,1%. As famílias estendidas, compostas pela pessoa responsável e ao menos um parente que não forma um núcleo clássico, também recuaram: de 16,2% para 13,6%.

DF tem mais apartamentos do que qualquer outro estado

O número total de domicílios particulares permanentes no DF chegou a 1,1 milhão em 2025, crescimento de 16,3% desde 2016. As casas ainda predominam (61,3%), mas os apartamentos avançaram de forma expressiva: representavam 26,7% dos domicílios em 2016 e chegaram a 38,5% em 2025, o maior percentual entre todas as unidades da Federação.

Outra marca do DF no cenário nacional: é o estado com o maior percentual de domicílios alugados (34,5%) e o menor de domicílios próprios já quitados (49,1%).

Saneamento e infraestrutura

O DF apresenta bons indicadores de infraestrutura. Em 94,2% dos domicílios, a água vem da rede geral de distribuição e, entre eles, 98,7% têm acesso diário ao serviço, o maior índice do país. O esgoto é tratado pela rede geral ou fossa séptica ligada à rede em 90,7% dos lares.

A geladeira está presente em 99% dos domicílios do DF, e a máquina de lavar roupa em 84,4%. O automóvel para uso pessoal é encontrado em 67% dos lares, enquanto a motocicleta aparece em apenas 9,1%, o menor percentual entre os estados brasileiros.

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