Nesta quarta-feira (29/4), o Correio recebeu a governadora Celina Leão (PP) como entrevistada do CB.Poder. Em entrevista aos jornalistas Ana Maria Campos e Carlos Alexandre de Souza, Celina apontou as prioridades no orçamento após uma série de cortes e medidas de contenção das despesas do Governo do Distrito Federal.
Celina Leão assumiu o comando do Distrito Federal em 30 de março de 2026, após a renúncia de Ibaneis Rocha. Logo no início, a governadora adotou a decisão de cancelar a festa de aniversário de 66 anos de Brasília e redirecionou os recursos para a área da saúde.
Entre as principais ações da governadora está a publicação do Decreto nº 48.509/2026, que reformula a gestão orçamentária. A medida extingue a prática de cotas livres para secretarias e estabelece que todos os gastos passem por um conselho gestor, responsável por avaliar prioridades e evitar despesas consideradas excessivas.
"Os secretários muitas vezes faziam o planejamento orçamentário e apenas encaminhavam as faturas para o governador pagar. Nós editamos decretos para mudar essa lógica. Agora, todos os gastos passam por um conselho, o orçamento foi reestruturado e nenhuma pasta possui mais cota orçamentária própria”. finalizou Celina.
Celina também determinou a revisão dos contratos administrativos, com a meta de redução de até 25% em áreas como locação de imóveis, veículos, serviços terceirizados e tecnologia da informação. Gastos com eventos e publicidade institucional também foram reduzidos.
Segundo a governadora, o objetivo não é um corte generalizado e sim algo seletivo. “Quando você quer priorizar o orçamento, não pode fazer um corte linear, de apenas 10%”, afirmou. A estratégia busca preservar áreas essenciais, especialmente a saúde, que recebeu reforço orçamentário com a realocação de recursos.
Além disso, o governo suspendeu a criação de novos cargos e reajustes salariais que não sejam obrigatórios, como forma de conter o crescimento das despesas com pessoal, que já representam a maior parte do orçamento do DF. Apesar do ajuste, Celina manteve concursos públicos e convocações para áreas críticas, como saúde, educação e segurança, justificando a necessidade de reposição de servidores.
A governadora também reforçou o controle sobre programas sociais, com revisão cadastral para evitar irregularidades e garantir que os benefícios cheguem à população mais vulnerável.
Os atos fazem parte de uma estratégia definida pela própria chefe do Executivo como “corajosa”, baseada na redução de gastos administrativos e na reorganização das prioridades. “Os recursos já estão lá, não vão aparecer. É preciso priorizar e controlar”, afirmou.
Com isso, a gestão da governadora inicia um ciclo marcado por gastos seletivos e a tentativa de equilibrar responsabilidades fiscais com a manutenção de serviços públicos.
Confira a entrevista completa do CB.PODER:
*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe
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