DE OLHO NA BOMBA

Sindicombustíveis vê alívio no diesel, mas cobra repasse ao consumidor

Projeto enviado à Câmara Legislativa prevê subsídio de até R$ 1,20 por litro, com custo dividido entre União e o GDF. Para o Sindicombustíveis, a medida representa uma ação concreta do poder público, mas ressaltou que o impacto ao consumidor final dependerá do comportamento de toda a cadeia de abastecimento, especialmente da distribuição

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal, o Sindicombustíveis, manifestou apoio à proposta de adesão do GDF ao programa federal de subvenção ao diesel, medida criada para conter a alta do produto. Segundo a entidade, a iniciativa ajuda a reduzir oscilações de preços e aliviar custos que afetam diferentes setores da economia local.

O programa prevê subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel. Desse total, R$ 0,60 seriam pagos pela União e outros R$ 0,60 pelas unidades da Federação que aderirem ao acordo. No caso do DF, a entrada no programa ainda depende de autorização da Câmara Legislativa.

Em nota, o presidente do Sindicombustíveis DF, Paulo Tavares, afirmou que a medida representa uma ação concreta do poder público, mas ressaltou que o impacto ao consumidor final dependerá do comportamento de toda a cadeia de abastecimento, especialmente da distribuição. Segundo ele, essa etapa tem peso importante na formação dos preços pagos nos postos. “O poder público está fazendo sua parte com uma medida objetiva e relevante. A expectativa natural é que os demais elos da cadeia atuem na mesma direção, permitindo que os efeitos dessa política sejam percebidos pelo consumidor final”, declarou.

A entidade também informou que continuará acompanhando a implementação da proposta e reafirmou compromisso com a livre concorrência, a transparência e o abastecimento regular no Distrito Federal.

O diesel é um dos combustíveis mais relevantes para a economia brasileira por abastecer caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e parte significativa da logística de transporte de mercadorias. Por isso, aumentos no preço costumam impactar fretes e, em sequência, o custo de produtos e serviços.

Na avaliação do sindicato, o programa reconhece esse papel estratégico do combustível e busca enfrentar pressões inflacionárias por meio de ação coordenada entre governo federal e administrações locais.

A entidade também citou que a medida pode contribuir para reduzir a volatilidade, ou seja, as variações frequentes de preço que afetam planejamento de empresas e consumidores.

Projeto depende da Câmara Legislativa

O Governo do Distrito Federal enviou na terça-feira (28/4) à Câmara Legislativa um projeto de lei para autorizar a adesão ao acordo federal. Embora a medida provisória da União já esteja em vigor, o DF precisa de autorização local para participar.

Na justificativa apresentada aos deputados distritais, a Secretaria de Economia informou que o impacto financeiro para os cofres públicos seria “limitado”. Isso porque o Distrito Federal responde por apenas 0,58% do consumo nacional de diesel. Como o programa estabelece um teto global de R$ 2 bilhões para a participação de estados e DF, a parcela máxima estimada para o governo distrital seria de R$ 11,6 milhões.

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