CUSTO DE VIDA

Brasília registra a menor prévia da inflação do país em abril

Alimentos e combustíveis pressionaram o índice, mas capital federal ficou abaixo da média nacional de 0,89% em abril

No grupo alimentação e bebidas, entre os itens que mais encareceram estão tomate, com alta de 17,32%; cebola, com 20,51%; leite longa vida, com 6,35%; pão francês, com 2,17%; e refeição fora de casa, com 0,63% -  (crédito: Whisk/Google IA)
No grupo alimentação e bebidas, entre os itens que mais encareceram estão tomate, com alta de 17,32%; cebola, com 20,51%; leite longa vida, com 6,35%; pão francês, com 2,17%; e refeição fora de casa, com 0,63% - (crédito: Whisk/Google IA)

Brasília teve a menor taxa de inflação entre as 11 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,41% na capital federal.

O resultado foi divulgado nesta terça-feira (28/4) e ficou 0,48 ponto percentual abaixo da média nacional, que alcançou 0,89%. Em março, o índice de Brasília havia sido de 0,44%, o que mostra leve desaceleração no ritmo de alta dos preços.

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No acumulado do ano, o IPCA-15 da capital soma avanço de 1,92%. Já nos últimos 12 meses, a alta chega a 4,14%.

Alimentos puxaram inflação para cima

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados, oito registraram aumento de preços em abril no Distrito Federal. O principal impacto veio de alimentação e bebidas, que subiu 0,99% e respondeu por 0,17 ponto percentual do índice total. Entre os itens que mais encareceram estão tomate, com alta de 17,32%; cebola, com 20,51%; leite longa vida, com 6,35%; pão francês, com 2,17%; e refeição fora de casa, com 0,63%.

Apesar da pressão dos alimentos, alguns produtos ficaram mais baratos no período. Foi o caso de frango em pedaços, que caiu 3,68%, queijo, com recuo de 1,72%, café moído, também com queda de 1,72%, e chocolate em barra e bombom, que recuou 2,30%.

Transportes aceleram em abril

O grupo transportes também contribuiu para a alta da inflação em Brasília. A variação passou de 0,14% em março para 0,39% em abril. Entre os principais aumentos estão óleo diesel, que subiu 12,78%, ônibus urbano, com alta de 9,11%, automóvel novo, com 1,42%, gasolina, com 1,38%, e conserto de automóvel, com 1,94%.

Na direção contrária, o destaque foi a passagem aérea, que ficou 10,88% mais barata no período. Segundo o levantamento, esse foi o item que mais ajudou a conter o índice da capital.

Saúde também teve alta

O grupo saúde e cuidados pessoais registrou aumento de 0,52% em abril. O resultado foi influenciado principalmente pelos reajustes em serviços e produtos ligados ao setor. Os maiores impactos vieram de consultas médicas, com alta de 3,50%, serviços de dentista, com 2,08%, produtos para pele, com 2,04%, e planos de saúde, que subiram 0,50%.

Entre todos os grupos pesquisados, vestuário foi o único a apresentar queda em abril em Brasília. O recuo foi de 0,61%. As principais reduções ocorreram em blusa, com queda de 2,91%, camisa ou camiseta infantil, que recuou 3,44%, e camisa ou camiseta masculina, com baixa de 0,89%.

Como o índice é calculado

O IPCA-15 mede a variação de preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A diferença em relação ao IPCA oficial está principalmente no período de coleta e na abrangência geográfica.

Para esta divulgação, os preços foram coletados entre 18 de março e 15 de abril de 2026 e comparados aos valores vigentes entre 13 de fevereiro e 17 de março.

Além de Brasília, o levantamento abrange regiões metropolitanas como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza, além do município de Goiânia. A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para 27 de maio.

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postado em 28/04/2026 11:54
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