esquema criminoso

Família golpista movimenta R$ 11 milhões sujando nomes de vítimas de baixa renda

Grupo atuava há mais de cinco anos recrutando vítimas e fornecendo documentos falsos para abrir contas bancárias, contratar empréstimos e adquirir consórcios em nome dos alvos

Família que aplicava golpes foi alvo de mandados de busca e apreensão -  (crédito: Divulgação/PCDF)
Família que aplicava golpes foi alvo de mandados de busca e apreensão - (crédito: Divulgação/PCDF)

Uma família criou um esquema criminoso que usava pessoas de baixa renda como “laranjas” para aplicar fraudes milionárias em instituições financeiras. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava há mais de cinco anos recrutando vítimas e fornecendo documentos falsos, como comprovantes de renda e residência, para abrir contas bancárias, contratar empréstimos e adquirir consórcios em nome dos alvos.

Duas irmãs e seus respectivos parceiros e ex-maridos são suspeitos de criar uma falsa imagem financeira dessas pessoas para conseguir aprovação de crédito. Depois, utilizavam o dinheiro obtido em empréstimos para dar lances em consórcios vinculados a outros “laranjas”, alimentando um ciclo contínuo de fraudes.

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De acordo com as investigações da PCDF, quando as cartas de crédito eram liberadas, veículos eram comprados e revendidos rapidamente por valores menores, enquanto as parcelas deixavam de ser pagas. As dívidas das parcelas não pagas seguiam no nome das vítimas.

O maior prejuízo recaía justamente sobre as o nome das pessoas enganadas pelo grupo. Embora não fossem as verdadeiras beneficiárias do dinheiro, elas acabavam oficialmente responsáveis pelas dívidas, podendo ter o nome negativado, dificuldades para conseguir crédito e problemas financeiros duradouros. Enquanto isso, os integrantes da organização permaneciam ocultos e lucravam com o esquema.

Durante a Operação Vitruvio” a PCDF cumpriu mandados de busca e apreensão em várias regiões do Distrito Federal e do Entorno, além de prender suspeitos investigados por participação na organização criminosa.

A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 11 milhões ligados ao grupo e a apreensão de veículos comprados com o dinheiro das fraudes. Os investigados poderão responder por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Crimes que podem acarretar em uma pena de até 20 anos de reclusão.

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postado em 08/05/2026 12:30
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