
Familiares e amigos do empresário Flávio Cruz Barboza realizaram, na manhã deste domingo (10/5), uma manifestação em memória da vítima e em defesa de justiça pelo caso que chocou o Distrito Federal. O ato ocorreu na região da 204 Norte, às 11h, e reuniu pessoas próximas ao empresário, morto brutalmente dentro da própria oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte (SOF).
Com camisas estampando o rosto de Flávio, homenagens e pedidos de justiça, a mobilização foi organizada pela própria família da vítima. A manifestação teve como principal objetivo manter viva a memória do empresário e cobrar esclarecimentos sobre a motivação do crime, investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Nâo faltou o brinde com cervejas, já que Flávio era cervejeiro e adorava cozinhar.
Durante a manifestação, o irmão da vítima, Gustavo Cruz Barbosa, afirmou que a família ainda busca respostas sobre o que teria motivado tamanha violência. “Nós estamos querendo apenas mais esclarecimento sobre o porquê de tamanha crueldade. Nós ficamos sem entender o que realmente aconteceu. O depoimento do senhor que estava trabalhando para o meu irmão não bate com o que realmente aconteceu”, declarou.
Segundo Gustavo, familiares tiveram acesso a imagens relacionadas ao caso e acreditam que ainda existem pontos importantes a serem esclarecidos pelas investigações. “Nós queremos apenas saber o porquê de tamanha crueldade. Precisamos saber o que aconteceu, por que o senhor que estava prestando serviço não ajudou, não chamou ajuda. Nada bate com o que ele falou para a polícia”, afirmou.
Emocionado, ele relembrou a relação com o irmão e descreveu Flávio como uma pessoa generosa e querida. “Flávio era um cara maravilhoso, do bem, o tempo todo me ligando. Duas semanas antes, nos encontramos e ele falou que me amava. Ele sempre foi um cara 100%, querido por todos, ajudava todo mundo. Vai deixar saudades”, acrescentou.
A sobrinha de Flávio, Brenda Barboza, 21, também participou do movimento e disse que o objetivo do ato foi honrar a memória do tio, lembrado pela família pelo jeito alegre e acolhedor. “A importância desse movimento aqui hoje é honrar a memória do meu tio, a memória dele em vida. Ele comemorava muito a vida, adorava estar com os amigos e com a família”, disse.
Ela afirmou ainda que os familiares buscam compreender a motivação do crime e pedem aprofundamento nas investigações. “A gente quer a motivação. Ainda não entendemos o que levou a um crime tão bárbaro, tão bruto. Aquilo foi desumano. A gente pede para a justiça buscar mais imagens e respostas para confortar nosso coração”, declarou Brenda.
O amigo de longa data Leonardo Antonio Soares Filho, que conviveu com Flávio por mais de duas décadas, destacou o legado deixado pelo empresário. “O Flávio foi um homem muito companheiro, muito amigo, um bom filho, um bom pai. Ele nos deixou de uma forma muito cruel. A alegria foi tirada de muitas pessoas: da família e dos amigos”, relatou.
Leonardo também recordou momentos marcantes vividos ao lado do empresário. “Foram muitas histórias, viagens, jogos do Flamengo que assistimos no Maracanã, o dia a dia na oficina. O Flávio era alegria e tem sido doloroso não tê-lo aqui”, disse.
Caso
Flávio Cruz Barbosa, empresário e proprietário de uma oficina mecânica no SOF Norte, foi morto na manhã do dia 6 de maio dentro do próprio estabelecimento. O suspeito do crime, identificado como Eduardo Jesus Rodrigues, 24, que trabalhava havia poucos dias no local, foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A investigação aponta que a vítima sofreu dezenas de golpes de faca, além de agressões com uma roda de carro. A Polícia Civil investiga a motivação do assassinato.
O velório e sepultamento ocorreu na última sexta (8), no Cemitério Campo da Esperança, em Sobradinho II, e reuniu dezenas de pessoas. Familiares prestaram homenagens emocionadas ao empresário, lembrado como um homem alegre, querido e apaixonado por confraternizações. Em respeito à memória de Flávio, amigos e parentes chegaram a servir cerveja durante a despedida, atendendo a um desejo manifestado por ele em vida, que sua partida fosse marcada pela celebração de sua trajetória e não apenas pela dor da perda.

Cidades DF
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