Um cavalo de estimação foi furtado em uma região de chácaras no Itapoã, no Distrito Federal. Segundo a tutora do animal, Letícia Lenon, 23 anos, que trabalha com agricultura familiar na CONAB, o potro Flecha desapareceu em 6 de maio. A família, no entanto, só percebeu o sumiço na sexta-feira (8/5).
De acordo com Letícia, o boletim de ocorrência foi registrado na 6ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal, no Paranoá, ontem (11/5). Ao chegar à chácara, a jovem encontrou o cercado onde o cavalo ficava com o arame farpado cortado, o que reforçou a suspeita de furto.
Ainda segundo ela, a propriedade já havia sido invadida anteriormente. Letícia contou à polícia que, em janeiro deste ano, cerca de 20 pessoas entraram na chácara. Depois do episódio, a família recebeu uma ligação anônima em que uma pessoa afirmava que furtaria o animal.
O potro de 2 anos está com a família desde pequeno e tem forte vínculo afetivo com a tutora. O nome Flecha foi inspirado na marca que o animal tem na testa, semelhante a uma flecha, além da ligação espiritual de Letícia com o Orixá Oxóssi, cujo símbolo representa precisão, fartura, agilidade e conhecimento.
Após dois dias de buscas pela região, Letícia decidiu registrar a ocorrência. Segundo ela, a família percorreu áreas de mata e chegou a contratar um drone para sobrevoar a região do Itapoã, mas não encontrou pistas do animal. “Contratei um drone, ele sobrevoou a região inteira, o Itapoã inteiro, e não encontrou o Flecha. Então nós constatamos que ele realmente foi roubado”, afirmou.
A tutora afirma que o cavalo não tinha o hábito de desaparecer. Segundo ela, em outras ocasiões, o animal apenas caminhava por áreas próximas da chácara ou aparecia às margens da rodovia, mas sempre era localizado rapidamente. A família também procurou a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e foi ao Hospital Veterinário da Universidade de Brasília mas ninguém relatou ter visto o potro.
Até o momento, o paradeiro do animal é desconhecido. Letícia acredita que o cavalo tenha sido levado para longe da região, já que ninguém relatou tê-lo visto circulando pelas ruas. “Eu estou desesperada, realmente não sei mais onde procurar. Perguntei para os carroceiros da região, porque tem muitos ali, e ninguém viu meu cavalo”, disse.
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Por ser o único cavalo preto da região, Letícia afirma que o animal é bastante conhecido pelos moradores. “Todo mundo sabe quem é ele”, contou.
A jovem teme que Flecha tenha sido furtado para ser utilizado como animal de trabalho. “Eles são praticamente escravizados. Já vimos cavalos com as costas quebradas de tanto carregar peso. Quem rouba cavalo geralmente é para trabalhar”, lamentou.
Apesar da angústia, a tutora ainda mantém esperança de encontrar o animal com a ajuda da divulgação do caso. “Acredito que alguém possa reconhecer ele por aí. Tenho esperança de que as pessoas se sensibilizem e consigam ajudar a encontrar o Flecha”, afirmou.
Quem tiver informações sobre o paradeiro do animal pode entrar em contato com a família pelos telefones:
- Letícia: (61) 99437-1206
- Joaquim, pai de Letícia: (61) 99253-1793
A família também pede ajuda pelas redes sociais, no perfil do Instagram: @Lennonleticia.
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