Uma adolescente de 17 anos usou as redes sociais, na última quarta-feira (6/5), para relatar situações de assédio que teria vivido dentro de uma equipe de jiu-jitsu ligada a um projeto social com atuação em vários polos no Distrito Federal.
No vídeo, a jovem conta que decidiu tornar a história pública para incentivar outras mulheres, especialmente as que participam de lutas, a denunciarem. “Sempre amei pisar no tatame. Até o dia que tudo começou”, afirmou.
Segundo o relato, ela conheceu um professor da equipe durante os treinos e, ao se relacionar com o filho dele, em determinado momento, passou um período na casa da família. Durante esse tempo, afirma ter vivido diversas situações desconfortáveis, como perguntas sobre sua intimidade e um assédio físico, se aproveitando de um golpe para se esfregar nela.
“Eu o via como um homem muito de Deus, de família, mas descobri que não era nada disso”, disse no vídeo.
A adolescente sublinha, ainda, que se sentiu desencorajada a denunciar o caso para o líder da equipe. O advogado da vítima, David Santa Bárbara, reiterou o comprometimento com a apuração do caso e com a segurança da adolescente. "O caso segue em segredo de Justiça devido à condição de adolescente da vítima. É importante preservar a imagem dela e cumprir o caso seguindo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", afirmou. Segundo ele, o caso ocorreu no fim de 2025, quando a vítima ainda era aluna do projeto e da equipe de jiu-jitsu.
Segundo informações apuradas pela reportagem, o professor está afastado das atividades até o esclarecimento do caso na Justiça. A mãe da adolescente contou ao Correio que a filha vem recebendo acompanhamento psicológico e apoio da família. “Ela foi forte e teve coragem de contar tudo o que aconteceu. Estamos aguardando a Justiça”, disse.
“Ela sempre sofreu de muita ansiedade. Aumentou mais agora que expôs publicamente”, completou. Ainda de acordo com a mãe, a jovem se afastou temporariamente dos treinos, mas deseja voltar ao esporte futuramente. “Ela não está conseguindo treinar e chegou a tirar o kimono do guarda-roupa. Ela veste o kimono e relembra tudo que viveu."
A equipe de jiu-jitsu foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
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