Morreu, na madrugada deste domingo (24/05), o renomado artista plástico Paulo Andrade, aos 72 anos. Ele estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Paranoá e enfrentava problemas de saúde nos últimos anos. Mesmo debilitado, o compromisso com a arte e com o registro histórico do país não parou.
Há poucas semanas, inclusive, o artista celebrou a inauguração de sua mais recente e expressiva mostra individual, intitulada Do golpe ao golpe, em cartaz no Espaço Cultural Alvorada Brasil, localizado na SCLS 109 Sul. Composta por uma leitura visual incisiva e crítica, a exposição resgata momentos cruciais da política brasileira recente, cobrindo o período de 2016 a 2023.
As obras traçam uma linha do tempo marcante que vai desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff até os ataques democráticos de 8 de janeiro. De acordo com a amiga de longa data Maria Helena de Carvalho, 75 anos, mais conhecida como Marí, Paulo era um artista de muita coragem. Juntos, integraram o movimento Cabeças, popular por ser um dos movimentos culturais mais emblemáticos de Brasília,
“Nossa amizade remonta ao século passado, quando nos conhecemos em Recife. Estivemos mais próximos no último ano, revivendo a vida, lembrando das coisas. Paulo deixa um registro importante na arte e na cultura de Brasília”, destaca. O artista deixa três filhos e um legado que jamais será esquecido.
