Fraude

Servidor que liderava esquema fraudulento no Detran-DF está foragido

O servidor Alexandre Macedo da Rosa e a mulher, Shana Rodrigues Macedo estão sendo procurados pela polícia. Além disso, dois "sócios" também estão foragidos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou a foto do servidor do Departamento de Trânsito (Detran-DF) acusado de liderar um esquema milionário fraudulento no órgão. Alexandre Macedo da Rosa, a mulher, Shana Rodrigues Macedo, e dois homens apontados como “despachantes”, Pedro Cruz Filho e Caio Raffael de Jesus, estão foragidos.

A operação foi deflagrada nesta terça-feira (26/5) pela 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) e contou com apoio das polícias civis do Piauí e do Rio Grande do Sul.

Segundo as investigações, o grupo liderado por Alexandre fazia transferências irregulares de veículos, retirada de multas e exclusão de restrições administrativas mediante acessos indevidos ao sistema do órgão. Os investigadores identificaram movimentação de cerca de R$ 1 milhão durante o período apurado.

A investigação começou há cerca de um ano, após um proprietário descobrir que o veículo dele havia sido transferido de forma fraudulenta. Em apuração interna, o Detran constatou mais de 600 transações suspeitas vinculadas à matrícula de uma servidora, inclusive em horários em que ela não estava trabalhando. A servidora procurou a polícia e relatou possível uso indevido das credenciais.

A partir disso, a PCDF e o Detran passaram a investigar acessos externos ao sistema. De acordo com o delegado Thiago Boeing, adjunto da 17ª DP, os policiais identificaram um esquema de inserção irregular de processos de transferência sem documentação ou com documentos adulterados, posteriormente aprovados de maneira fraudulenta.

Em janeiro deste ano, a polícia deflagrou a primeira fase da operação. A análise do material apreendido permitiu identificar a estrutura do grupo, que, segundo a investigação, era liderado por um servidor do Detran.

De acordo com o delegado, despachantes intermediavam os contatos com interessados nas fraudes. Cada transação custava cerca de R$ 2 mil. "Os pagamentos eram feitos para a conta bancária da esposa do servidor investigado", detalhou o delegado.

Ainda segundo a polícia, o grupo inicialmente utilizava a senha da servidora vítima do esquema. Depois que o acesso dela foi bloqueado, os investigados teriam criado usuários “fantasmas”, sem vínculo formal com o Detran, mas com autorização para operar o sistema.

Nesta terça (26/5), os policiais cumprem cinco mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão em Brasília, Valparaíso (GO), Teresina (PI) e Santiago (RS), além de medidas de sequestro de bens e valores.

Os investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informática, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

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