TAGUATINGA

Confira a edição especial do Aqui-DF em comemoração aos 68 anos de Taguatinga

O Aqui-DF preparou uma edição especial com moradores que se orgulham de fazer parte da história de "Taguá"

O geólogo Edgar Fagundes é um defensor das trilhas da Flona -  (crédito:  Carlos Vieira CB/DA Press)
O geólogo Edgar Fagundes é um defensor das trilhas da Flona - (crédito: Carlos Vieira CB/DA Press)

Fundada em 1958 para abrigar os candangos, Taguatinga evolui para um para um polo econômico e comercial. No dia em que a cidade comemora 68 anos, o Aqui-DF preparou uma edição especial para contar histórias de moradores e empresários que se orgulham de onde vivem. 

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É o caso de Wílon Wander Lopes. Ele tem 80 anos e chegou na cidade em 1960, aos 15, após se mudar da Cidade Livre — atual Núcleo Bandeirante — com a família. Vindo de Governador Valadares (MG), o advogado, jornalista e historiador conta que, assim que chegou, percebeu uma falta de interação e calor humano. "As pessoas vinham de muitos estados diferentes, então, possuíam costumes muito diferentes. Isso dificultava a interação entre as pessoas", afirmou.

Sua paixão pela cidade foi exposta em livros, onde mostra Taguatinga de forma mais íntima. "A minha principal ideia era mostrar como Taguatinga criou a cidadania do Distrito Federal. As pessoas que vêm para cá, fazem sua fortuna aqui e não querem sair da cidade. Taguatinga é para realizar sonhos", finalizou.

Um dos destaques de Taguatinga são suas áreas verdes. Na cidade, os moradores podem usufruir o Taguaparque, Parque Saburo Onoyama e a Floresta Nacional de Brasília (Flona) — que é a preferida de Edgar Fagundes, 69. O geólogo, junto com um grupo de voluntários, abriu as trilhas que, hoje, são o cartão de visita da floresta. "As trilhas foram feitas por pessoas que integravam grupos de trilhas e ciclistas. Hoje, toda a comunidade que frequenta a Flona tem um profundo sentimento de pertencimento", disse.

  • Maria da Graça mora na cidade há 50 anos
    Maria da Graça mora na cidade há 50 anos Luiz Fellipe Alves/CB/DA Press
  • Maria do Socorro está no Mercado Norte há 49 anos
    Maria do Socorro está no Mercado Norte há 49 anos Luiz Fellipe Alves/CB/D.A Press
  • Pai e filha, Claudia e Claudio têm um negócio de pães de queijo
    Pai e filha, Claudia e Claudio têm um negócio de pães de queijo Vitória Torres/CB/DA Press
  • Domingos da Veiga trouxe Portugal para Taguatinga
    Domingos da Veiga trouxe Portugal para Taguatinga Davi Pereira CB/D.A Press
  • Bruno Oliveira e Lucas Narciso são sócios de uma churrascaria
    Bruno Oliveira e Lucas Narciso são sócios de uma churrascaria Davi Pereira/CB/D.A Press
  • Esther Ludmylla destaca a Praça do Relógio como um marco histórico
    Esther Ludmylla destaca a Praça do Relógio como um marco histórico Luiz Fellipe Alves/CB/DA Press
  • Para Wílon Wander, Taguatinga criou a cidadania do DF
    Para Wílon Wander, Taguatinga criou a cidadania do DF Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Do outro lado da cidade, o Parque Ecológico Saburo Onoyama — mais conhecido como Vai Quem Quer —, é um dos grandes atrativos. No local, os visitantes podem encontrar parquinhos, brinquedos para crianças e até mesmo uma piscina. Todos esses atrativos encantam os visitantes. Lohan de Oliveira, 26, sabe muito bem a importância que uma área verde perto das casas tem. Ele gosta de ir a diversos parques em Taguatinga. "Ter esses ambientes, como o Saburo Onoyama, é muito importante. Eu venho para cá para andar e distrair a cabeça", disse.

Assim como os parques, as praças de Taguatinga possuem grande apelo da população. A Praça do Relógio e a Praça do Bicalho são pontos significativos da cidade, reunindo inúmeras histórias e sendo um marco do orgulho do Taguatinguense. Para Esther Ludmylla, 18, a Praça do Relógio é a referência da cidade para os que vêm de fora. "Esse relógio é o nosso ponto de referência. Todo mundo sabe onde fica. Para qualquer coisa que eu marco, cito a Praça do Relógio como ponto de referência", afirmou. 

No Bicalho, os domingos tomam um outro ar com a feira livre que ocupa a praça. Das 8h às 14h, o local é toma pelo cheira das frutas e das barras de comida. Entre os locais mais disputados, a barraca de pães de queijo artesanais de Cláudio e Cláudia Venturelle, pai e filha, marca presença em todas as edições da feira. "Estamos na feira há 15 anos. Crescemos em Taguatinga, vivendo nessa feira, aqui foi a nossa primeira oportunidade", conta Cláudia.

Polo comercial

Em 68 anos de história, o comércio da cidade se tornou um dos mais desenvolvidos de Brasília. O Taguacenter e o Mercado Norte se destacam pela variedade e tradição dos lojistas. Moradora da cidade há 50 anos e autoproclamada "taguatinguense de coração", Maria das Graças não economiza elogios aos centros comerciais. "São lugares muito bons para fazer as compras. Sempre tem o que eu preciso. Gosto muito de costura e pintura, sempre venho aqui para reabastecer meus materiais", comentou.

Dona de uma loja de roupas no Mercado Norte, Maria do Socorro também se diz orgulhosa em fazer parte da história comercial da cidade. "Sempre trabalhei com comércio. Fui e ainda sou feirante. Cheguei aqui com muita luta", contou. Para ela, não há lugar melhor do que o Mercado Norte. "Esse lugar é incrível. As pessoas continuam comprando aqui, tenho uma clientela muito fiel", acrescentou.

Taguatinga também possui espaço para uma boa gastronomia. Contando com um cardápio direto de além-mar, o restaurante Portugal & Seus Sabores marca a CNB 9, na Avenida Comercial com seus tradicionais bolinhos de bacalhau e pastéis de Belém. Criado em 2011 pelo chef Domingos da Veiga, o restaurante se tornou um ponto turístico na cidade. Com uma história que atravessa Portugal, São Paulo e Minas Gerais, o cozinheiro afirma, em alto e bom som para quem quiser escutar, que se sente muito feliz em Taguatinga. 

Para o restaurante, o plano é continuar expandindo. Recentemente, uma unidade foi aberta ao lado da Feira dos Importados no SIA. Entretanto, ele deixa uma coisa muito clara sobre sair de Taguatinga. "Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira. Já me fizeram diversas propostas para sair daqui, mas eu gosto desse lugar, onde renasci e cresci comercialmente", declarou. 

Ao lado da Praça do DI, o Rebu - Fogo e Fumaça foi criado após o fechamento do estabelecimento dos sócios Bruno Oliveira, 38, e Lucas Narciso, 31, em Águas Claras, durante a pandemia. Unindo o tradicional churrasco brasileiro e técnicas de outros lugares com uma forte cultura em churrasco como Argentina e Texas, o restaurante é um exemplo de bom cardápio na cidade.

Para os proprietários, abrir o novo restaurante em Taguatinga foi a escolha certa, por ficarem mais próximos das famílias e para desmistificar que apenas o Plano Piloto tem boa comida. "Trazer uma comida boa para cá é como retribuir tudo que a cidade já fez por nós", disse Bruno.

 


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postado em 05/06/2026 05:00
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