
Os vendedores de camisas e bandeiras do Brasil estão animados para a Copa do Mundo de 2026. Para eles, as vitórias da Seleção Brasileira devem aumentar as vendas desses produtos e, de acordo com o levantamento de dados do Sindivarejista-DF, o crescimento pode ser de, pelo menos, 14% se o Brasil chegar à final do campeonato no dia 19 de julho.
O morador do Recanto das Emas Thiago da Silva, de 25 anos, é um dos vendedores de adereços essenciais para os torcedores do Brasil. Ele afirma que, a cada vitória do brasil, aparece mais clientes que querem comprar camisas e bandeiras. "Eu trabalho para meu pai há duas copas e acho que esse ano está bem fraco em comparação aos outros. Mas começa assim, quando o Brasil ganha o primeiro jogo, vem bastante gente para comprar", explica.
Não foi a única pessoa a reclamar que as vendas ainda estão fracas de início. Morador da Candangolândia, Gustavo Ferreira, 38, vende esses produtos desde a Copa do Mundo de 2014 e declara que, em comparação às outras épocas, este ano está demorando para as pessoas comprarem. "Hoje (sexta-feira), pelo menos, eu vendi três camisas, mas eu ainda não vendi uma bandeira", relata o vendedor. "Em outras copas, eu estaria vendendo bem mais."
Com otimismo, o comerciante Israel Honorio, 25, conta que vendeu muitas camisas nos últimos dias. O morador de Águas Lindas (GO) começou a comercializar os produtos há duas semanas e, como feirante desde os 8 anos, as vendas estão boas e está muito animado para esta Copa. "Eu estou bem ansioso para que o Brasil chegue à final porque, desse jeito, começa a época boa do comércio", declara.
Rumo ao hexa
Os clientes também estão animados. A técnica de enfermagem Rubia Pereira, 56, comprou duas camisas do Brasil para assistir junto à família. "Meu marido está desanimado e disse que a seleção brasileira pode perder no jogo de estreia, mas eu acho que o Brasil pode ter um bom desempenho", afirma a moradora de Taguatinga. "Para mim, não faz sentido assistir um jogo sem a camisa do Brasil, por isso, eu comprei."
A professora Roberta Miranda, 45, e a estudante Jordana Miranda, 20, estão mais felizes pelo clima trazido pela Copa. Para elas, a época é legal para torcer mesmo que não sejam ligadas ao futebol. "A gente comprou algumas bandeirinhas para colocar no carro, temos a camisa do caçula da família e agora, só faltam as nossas", relata a educadora. "Toda Copa, assistimos na casa dos familiares ou de amigos e festejamos muito", conta a filha.
O programador Phillipe Diniz, 21, e a assistente administrativa Giovanna Siqueira, 23, também compraram camisas para assistir aos jogos do Brasil. O morador de Taguatinga está ansioso por conta do desempenho visto nas últimas partidas da seleção brasileira. "Nós pretendemos assistir os jogos em bares ou em casas de amigos. Mas veremos as partidas juntos", declara Giovanna.
*Estagiário sob a supervisão de Patrick Selvatti
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