
Em meio à discussão sobre o projeto de lei que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a contratar uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB), o deputado distrital Max Maciel (PSol) afirmou, nesta terça-feira (9/6), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que não há informações suficientes para que os parlamentares aprovem a proposta.
Ao justificar sua posição contrária à votação sem mais esclarecimentos, o deputado comparou a operação à contratação de um empréstimo por qualquer cidadão.
“A questão central é: eu vou buscar um empréstimo. Qual é a primeira regra que eu vou me submeter? Qual é a taxa de juros? Qual é o prazo que eu tenho para fazer o pagamento? Quais são as garantias que eu posso ter caso eu não consiga honrar esse empréstimo?”, questionou.
Segundo Max Maciel, essas informações não constam no texto encaminhado pelo Executivo à Câmara Legislativa.
“Infelizmente, a taxa de juros, qual é o prazo final, a carência e o cronograma de pagamento não vêm nesse novo projeto que pede um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o que eles querem dizer que é salvar o BRB”, afirmou.
O parlamentar disse que não se sente confortável para aprovar a proposta sem conhecer detalhes básicos da operação e seus impactos para os cofres públicos.
“Mesmo não sabendo o meu futuro político nesta Casa, mas por responsabilidade com o Distrito Federal, de votar um projeto sobre o qual eu sequer sei o básico. Sequer sei qual é a garantia do Estado e também dos trabalhadores”, declarou.
Max Maciel cobrou, ainda, que o presidente do BRB, Nelson de Souza, compareça à CLDF para apresentar esclarecimentos aos deputados antes da votação. “O presidente do banco tem que vir aqui na CLDF apresentar e justificar, e trazer onde estão essas informações que nós estamos pedindo por responsabilidade política. E aí sim, votarmos para dar tranquilidade aos trabalhadores”, disse.
Para o deputado, a proposta em discussão não representa uma solução definitiva para a crise enfrentada pelo banco. “O projeto não salva o BRB. Ele dá um sub-respiro para o BRB de oito meses, no mínimo”, afirmou, acrescentando que ainda existem muitas dúvidas sobre o tamanho real do deficit e os riscos futuros da operação.
Ao encerrar a fala, Max Maciel defendeu que o debate ocorra com transparência e responsabilidade, diante dos possíveis impactos para a população do Distrito Federal. “Nós estamos tendo responsabilidade política com o futuro desta cidade. Quem vai sofrer pelas decisões tomadas aqui é a população do Distrito Federal”, concluiu.

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