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Manifestação de servidores cobra aval para reestruturação do BRB

Projeto que autoriza empréstimo bilionário ao banco deve ser discutido em plenário nesta terça-feira (9/6)

Servidores do Banco de Brasília (BRB) e representantes do Sindicato dos Bancários realizam, na manhã desta terça-feira (9/6), uma manifestação em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). -  (crédito: Ana Carolina Alves/CB/DA Press)
Servidores do Banco de Brasília (BRB) e representantes do Sindicato dos Bancários realizam, na manhã desta terça-feira (9/6), uma manifestação em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). - (crédito: Ana Carolina Alves/CB/DA Press)
Servidores do Banco de Brasília (BRB) e representantes do Sindicato dos Bancários realizam, na manhã desta terça-feira (9/6), uma manifestação em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O grupo cobra a aprovação de um projeto de lei enviado pelo Poder Executivo que trata da reestruturação da instituição financeira.
O texto em discussão ratifica os termos de um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e tem expectativa de ser discutido hoje em plenário. 
“A nossa luta é para sensibilizar os deputados pela questão do BRB, porque não é só uma questão do banco, é uma questão de Brasília. Auxiliar o BRB é o melhor caminho para a cidade”, afirmou o diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Brasília e funcionário do BRB, Ronaldo Lustosa.
Funcionário do BRB há 20 anos, Ivan Marandi defendeu o empréstimo como medida necessária para evitar prejuízos ainda maiores ao Distrito Federal. “A gente precisa explicar que o BRB não criou sozinho o problema do DF. Ele já existia. E os efeitos de não capitalizar o banco são piores do que capitalizar. Quando se fala em R$ 6,6 bilhões, parece um custo alto, mas é preciso perguntar: qual é o preço de não fazer nada?”, questionou.
Segundo ele, a não intervenção pode gerar impactos financeiros muito mais elevados. “Enquanto estamos falando de algo em torno de R$ 12,7 bilhões, somando valores e juros, a expectativa, em caso de liquidação do banco, é de custos entre R$ 58 bilhões e R$ 75 bilhões. Isso envolve depósitos judiciais, letras financeiras, rescisões trabalhistas e outras obrigações. Ou seja, é um cenário incontrolável. Sai muito mais caro não salvar o BRB do que salvá-lo”, explicou.
Marandi destacou o impacto social da crise e cobrou responsabilização de gestões anteriores. “É extremamente triste, porque atinge diretamente cerca de 6 mil famílias que dependem do banco. Estamos falando de trabalhadores que se dedicam ao DF e que sofrem as consequências de erros e casos de corrupção. É preciso responsabilizar quem errou, mas isso não pode significar abandonar o BRB, que tem um papel fundamental na economia e na vida da população”, ressaltou.

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postado em 09/06/2026 12:35
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