
Neste Dia dos Namorados, além de celebrar o amor entre humanos, é possível comemorar os casais do Zoológico de Brasília. Essencial para conservar espécies ameaçadas de extinção, a união desses animais é fruto do esforço e do trabalho técnico de instituições nacionais e internacionais. O objetivo é garantir a diversidade genética e o futuro dessas populações.
As ariranhas Macau e Saraê são um desses casais. Elas se juntaram como resultado de trabalho nacional e internacional para aumentar as chances de reprodução dessa espécie ameaçada. O macho veio da Alemanha em 2019. Já a fêmea veio do Aquário de São Paulo em 2022.
Os macacos-aranha-de-testa-branca Chicão e Kika são outro exemplo. Eles também são de uma espécie “em perigo” de extinção e, por isso, integram programas de conservação coordenados pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Agora, a expectativa é unir os macacos-aranha-de-cara-preta Juninho e Sara. Após a avaliação de aspectos genéticos e demográficos para evitar a consanguinidade e garantir diversidade genética, o macho foi transferido do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), para cá. Ele será integrado à fêmea depois do cumprimento dos protocolos de adaptação.
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Os chamados studbook keepers, profissionais responsáveis por acompanhar as populações em zoológicos e aquários para recomendar os pareamentos mais adequados, analisam informações genéticas e comportamentais. Os especialistas visam a assegurar estabilidade demográfica.
Como saldo positivo desse cuidado, entre 2024 e 2025, o Zoológico registrou nascimentos importantes para a conservação da fauna, como dois filhotes de sauim-de-coleira, duas jacutingas e duas fêmeas de lobo-guará, espécies em risco de extinção.

Cidades DF
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