
A família de Edileusa Durães, 46 anos, assassinada pelo namorado a facadas na madrugada deste sábado (20/6), no Recanto das Emas, está fazendo uma vaquinha para arcar com os custos do traslado até o Tocantins, onde ela nasceu. Os recursos também ajudarão no sepultamento. O crime, presenciado pelo filho de 14 anos da vítima, que também foi ferido ao tentar defendê-la, foi registrado na 27ª Delegacia de Polícia.
Sem parentes próximos residindo na capital federal, a família acompanhava com aflição a rotina de abusos que Dileusa sofria no Recanto das Emas. Segundo relatos do sobrinho Lucas Gomes, 31, o companheiro, com quem ela estava há cerca de um ano, mantinha um relacionamento abusivo e tentava cortar os vínculos da vítima com os familiares. “O relacionamento era recheado de brigas, o cara era um doente, batia nela, ela ligava chorando falando dele. Não deixava falar com a família e tinha ciúmes do filho”, relata ao Correio.
A brutalidade do crime gerou uma onda de revolta e comoção entre a família, que agora busca por punição para o culpado. O sentimento de impotência por estarem em outro estado aumenta a dor de quem está longe, voltando os esforços na vaquinha solidária. ”Ela era tudo pra gente e agora só vai restar saudades, tudo por causa de um vagabundo. Fica o sentimento de revolta. O que queremos é justiça pela morte dela. Ela não tinha ninguém em Brasília, só filhos e amigos”, conta Lucas.
Dileusa morava com os dois filhos, o adolescente que ficou ferido e uma criança de 4 anos. Ela também deixa uma filha de 19 anos, com a qual não morava. Após o crime, o autor tentou tirar a própria vida e foi levado ao Hospital do Gama. Para contribuir com a campanha solidária, a família informou o seguinte número: (63) 992094642. O contato está no nome de Valdivina dos Santos, irmã da vítima.
Saiba onde e como pedir ajuda
Veja abaixo como e onde pedir ajuda no Distrito Federal em caso de violência doméstica
- Ligue 190: Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Uma viatura é enviada imediatamente até o local. Serviço disponível 24h por dia, todos os dias. Ligação gratuita.
- Ligue 197: Polícia Civil do DF (PCDF). E-mail: [denuncia197@pcdf.df.gov.br (mailto:denuncia197@pcdf.df.gov.br). WhatsApp: (61) 98626-1197. Site: [https://www.pcdf.df.gov.br/servicos/197/violencia-contra-mulher](https://www.pcdf.df.gov.br/servicos/197/violencia-contra-mulher)
- Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, canal da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres. O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes, além de reclamações, sugestões e elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento. A denúncia pode ser feita de forma anônima, 24h por dia, todos os dias. Ligação gratuita.
- Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam): funcionamento 24 horas por dia, todos os dias.
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