
Manuela Sá*
Em época de Copa do Mundo, brasileiros vestem o verde e o amarelo. Com as duas cores na casca, a BRS Brasileirinha, abóbora desenvolvida pela Embrapa, não fica de fora da tendência. Nesta sexta-feira (26/06), em entrevista ao CB.Agro — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — Geovani Amaro, pesquisador da Embrapa, disse que é durante o campeonato que as pessoas mais se lembram dessa hortaliça. Aos jornalistas Sibele Negromonte e Marcelo Agner, Amaro explicou, ainda, as propriedade desse fruto.
A coloração bicolor é uma característica genética encontrada em algumas variedades de abóboras. O desenvolvimento da BRS Brasileirinha começou em 1990, quando pesquisadores da Embrapa Hortaliças encontraram alguns frutos com esse traço. “Conseguimos isolá-la em uma linhagem e lançamos, em 2006, esse cultivar”, contou Amaro.
A abóbora verde e amarela pode ser utilizada de diferentes formas, mas, devido a suas particularidades, ela ganha destaque nos preparos gourmet e na elaboração de ornamentos. “Ela pode ser consumida madura, verde e em conserva”, ressaltou o pesquisador.
Além do charme, a BRS Brasileirinha carrega valores nutricionais diferenciados. Ela tem grandes teores de luteína, componente associado à saúde da visão. De acordo com Amaro, outra vantagem é sua resistência ao oídio. A doença, provocada por fungos, deixa um pó branco sobre as folhas e pode causar o desfolhamento. "Nossa Brasileirinha apresenta diferenças nas cores e no sabor e traz vantagens nutritivas e funcionais", celebrou Amaro.
Assista à íntegra do programa:
*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho
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