Poucos minutos após o início da partida entre Brasil e Haiti, nesta sexta-feira (19/6), o clima na Basílica Santuário São Francisco de Assis, na Asa Norte, é de expectativa e confiança. Frades e fiéis que acompanham a transmissão demonstram otimismo com o desempenho da Seleção Brasileira.
Entre conversas sobre futebol e manifestações de fé, muitos destacam a união proporcionada pelo Mundial. Para os presentes, a Copa representa mais do que uma disputa esportiva: é uma oportunidade de reunir famílias, amigos e membros da comunidade em torno de um interesse comum. Alguns torcedores apostam em uma vitória confortável do Brasil, enquanto outros pregavam cautela diante do adversário haitiano.
O frade Francisco Bruno, de 31 anos, admitiu que chegou ao confronto com sentimentos mistos após a atuação da Seleção na estreia, mas disse ter recuperado parte do otimismo com as mudanças promovidas pelo técnico. “Fui com muita expectativa no primeiro jogo e depois ela deu uma caída. Mas agora a seleção começou a me convencer um pouquinho. Algumas falas do Ancelotti e as mudanças que ele podia fazer me deixaram mais confiante”, afirmou o religioso, que acompanha a transmissão ao lado de fiéis e integrantes da comunidade franciscana.
A freira Elka Cristina, de 49 anos, também demonstrou confiança no desempenho da equipe brasileira. Para ela, torcer pela Seleção vai além do aspecto esportivo e desperta um sentimento coletivo de esperança. “A expectativa está muito alta. Torcer pela seleção sempre faz vibrar mais o nosso coração e acreditar que é possível”, disse.
Mais do que acompanhar uma partida de futebol, os religiosos destacaram a importância do encontro promovido pela transmissão. Segundo Elca, a reunião dos fiéis fortalece os laços entre os membros da comunidade. “É um momento para fortalecer a amizade e a fraternidade com os paroquianos”, ressaltou.
Para Francisco Bruno, o futebol dialoga diretamente com valores caros à espiritualidade franciscana, especialmente a fraternidade. “O futebol é esse esporte universal. Não precisa de muita estrutura, só precisa de um chinelo e uma bola. Desde pequeno a gente joga, seja na cidade grande ou no interior”, afirmou.
O frade também destacou que a basílica mantém uma forte atuação na chamada Pastoral do Esporte, tendo o futebol como principal atividade de integração. A expectativa é que a participação dos fiéis cresça nos próximos jogos da Copa. “Hoje é dia de semana e conseguimos juntar menos pessoas. Mas, se o Brasil avançar e os jogos caírem em feriados ou finais de semana, a tendência é reunir muito mais gente”, explicou.
Apesar da confiança na Seleção, Elka preferiu não arriscar um palpite sobre os protagonistas da partida. Ainda assim, apostou em uma vitória brasileira por 2 x 1. “Tem tantos bons jogadores na seleção que eu não vou palpitar sobre quem vai fazer os gols”, brincou.
A movimentação começou antes do apito inicial. Vestindo camisas da seleção e carregando bandeiras do Brasil, os participantes se acomodam para acompanhar o confronto, embalados pela esperança de ver a equipe nacional iniciar sua campanha com os três pontos.
