A poucas horas do duelo entre Brasil e Japão pela fase 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, muitos torcedores deixaram para vestir o verde e amarelo na última hora. Na Avenida das Jaqueiras, no Cruzeiro, o movimento de vendedores ambulantes de camisas aumentou nesta segunda-feira (29/6), impulsionado por consumidores que decidiram comprar a camisa da Seleção somente no dia do jogo. Entre eles, havia quem buscasse entrar no clima da Copa pela primeira vez, renovar a peça dos filhos ou completar o visual para assistir à partida com amigos.
O administrador Pedro Bezerra, de 35 anos, morador do Cruzeiro Novo, foi um dos que resolveram adquirir a camisa poucas horas antes do confronto. A compra, segundo ele, teve um motivo especial: a filha Maria Luísa, de 2 anos. "Nunca fui muito de comprar camisa da Seleção, acho que nunca tive uma desde a adolescência. Mas, por causa dela, entrei no clima. Peguei ela na creche, que fechou ao meio-dia, e resolvi comprar", disse. Animado com a evolução da equipe nos últimos jogos, Pedro acredita em uma vitória por 4 a 2, com dois gols de Vinícius Júnior, um de Matheus Cunha e outro de Lucas Paquetá.
A jornalista Gabriela Fernandes, 25, também deixou a compra para os últimos instantes. A ideia surgiu quando escolheu a roupa que usaria para acompanhar a partida com amigos em Águas Claras. "Experimentei uma saia amarela e pensei que ia ficar muito boa com uma blusa azul. Eu estava indo para a Feira dos Importados, mas passei aqui, vi eles vendendo e resolvi garantir logo", explicou. Confiante, ela acredita que o Brasil dará mais um passo rumo ao hexacampeonato. "Hoje vai ser 2 a 1, com gol do Vini Jr. e, tomara que ele entre, do Endrick”, contou.
Outra compra de última hora foi feita pelo empresário André Moura, 48, que levou o filho Noah Moura, 9, para escolher uma nova camisa da Seleção. A peça antiga da criança havia sido manchada, e a reposição acabou ficando para a última hora. "Ficou para os 44 do segundo tempo, como a maioria dos brasileiros tem essa mania", brincou. Apesar da confiança, André prevê um confronto complicado diante do Japão. "Hoje não tem mais adversário fácil. O Japão evoluiu muito taticamente, então vai ser um jogo difícil. O importante é o Brasil jogar bem”, afirmou. Sem arriscar um placar elástico, ele resumiu: "Pode ser 1 a 0, gol aos 44 do segundo tempo que está valendo”, brincou.
Noah demonstrou muito mais confiança do que o pai. Com a nova camisa em mãos, o menino aposta em uma vitória por 3 a 1, com gols de Endrick, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. "Estou com expectativa. Acho que o Brasil ganha", disse, ansioso para acompanhar a partida.
