
O cirurgião vascular formado na Universidade Federal do Pará (UFPA) Herik Oliveira comentou sobre o impacto de altas temperaturas no desempenho dos jogadores da Copa do Mundo durante entrevista ao CB.Saúde — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta quinta-feira (2/7). Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), ele também ressaltou a importância da pausa para a hidratação. Segundo Oliveira, ela é crucial para baixar a temperatura central dos atletas, evitando desgaste e lesões. Às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, Herik Oliveira também falou sobre o impacto da idade dos atletas no desempenho e saúde muscular.
O especialista explicou que o número de lesões nos jogadores pode estar relacionado à sobrecarga física e às condições climáticas adversas durante o torneio. “Muitos jogadores estão em final de temporada, o que gera muito desgaste físico. As altas temperaturas e alta umidade também têm impacto, gerando um estresse térmico e fazendo com que o atleta não consiga transpirar de forma adequada. Isso gera, também, uma sobrecarga no sistema cardiovascular e outros quadros como desidratação, câimbras e lesões musculares”, explicou.
O cirurgião vascular comentou que os atletas estão usufruindo de melhorias no esporte que podem evitar lesões. Uma delas é a já citada pausa para a hidratação. “Ter essa pausa é fundamental em cada tempo para beber bastante água e fazer a reposição com bebidas isotônicas, além de resfriar o atleta, com toalhas molhadas na face e no pescoço.”
A longa duração dos jogos, incluindo o tempo de prorrogação, como a partida entre Bélgica e Senegal nessa quarta-feira (1°/7), também acende um alerta para o especialista. “A duração tem efeito na possibilidade de aumentar o risco de lesão, porque o atleta já está em um alto rendimento, com uma condição climática adversa e aumenta ainda mais com uma partida mais longa”, disse.
Esta edição conta com atletas mais velhos que a média atuando em alto nível, como Messi e Cristiano Ronaldo. O médico Herik Oliveira avalia que, com a idade, o atleta também pode acumular muitas lesões. “O grupamento muscular em que ele já sofreu uma lesão pode sofrer outras com novos impactos”, explicou.
Assista à entrevista completa:

Cidades DF
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