CRIME

Casal tinha mercado com "gato" de energia após dívida de R$ 90 mil

Esquema de furto de energia manteve estabelecimento funcionando de forma clandestina no Riacho Fundo II; gerador seria acionado apenas durante fiscalizações

Casal mantinha supermercado com
Casal mantinha supermercado com "gato" de energia após corte por dívida de R$ 90 mil" - (crédito: PCDF/Divulgação)

Um casal é investigado por suspeita de manter um supermercado do Riacho Fundo II em funcionamento com uma ligação clandestina de energia elétrica, conhecida como "gato". A ação ilegal ocorreu após o desligamento do fornecimento regular por causa de uma dívida superior a R$ 90 mil. Os responsáveis pelo estabelecimento teriam utilizado um segundo medidor instalado como suposta unidade de reserva e, posteriormente, passado a operar com uma ligação irregular para continuar abastecendo o comércio.

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A fraude foi identificada durante a Operação Alta Voltagem, realizada nesta sexta-feira (17/7), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo II). A investigação teve início após a proprietária do imóvel onde funciona o supermercado procurar a delegacia para denunciar irregularidades no fornecimento de energia elétrica do local.

Segundo a apuração preliminar, o supermercado é conduzido há cerca de cinco anos por um casal, por meio de uma empresa do ramo alimentício. Antes de a concessionária interromper o fornecimento da unidade consumidora original em razão do débito acumulado, os investigados teriam solicitado a instalação de um novo medidor, alegando que seria utilizado apenas como reserva. Após o corte da energia da unidade principal, esse segundo medidor passou a abastecer o estabelecimento.

Ao assumir a titularidade da nova unidade consumidora, a proprietária do imóvel providenciou a retirada do medidor. A partir desse momento, foi constatado que o supermercado continuava em funcionamento por meio de uma ligação clandestina de energia. De acordo com as apurações, o estabelecimento possui um gerador próprio que, segundo relatos obtidos durante a investigação, seria acionado apenas quando havia fiscalizações.

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A ocorrência foi registrada na 29ª DP, que prossegue com as investigações para identificar a extensão dos prejuízos causados pelo furto de energia e responsabilizar os envolvidos. A Polícia Civil ressalta que os investigados terão assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.

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DC
postado em 17/07/2026 08:59
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