
Familiares e amigos de Maria Aparecida Caldino dos Santos, de 25 anos, se reunirão neste sábado (18/7) para prestar as últimas homenagens à jovem, que morreu após dar à luz no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). O caso é investigado pelas autoridades após a família denunciar suposta negligência durante o atendimento. O velório está marcado para começar às 14h, no Cemitério de Taguatinga. O sepultamento ocorrerá às 16h30, quando parentes e pessoas próximas darão o último adeus à jovem, lembrada pela família como uma mulher dedicada aos filhos, trabalhadora e sonhadora.
Enquanto se preparam para a despedida, os familiares seguem em busca de respostas sobre as circunstâncias da morte de Maria Aparecida. O corpo foi submetido a exames periciais no Instituto de Medicina Legal (IML) e a expectativa é de que o laudo contribua para esclarecer a causa do óbito. A família afirma que continuará acompanhando as investigações e cobrando a apuração dos fatos.
Os parentes de Maria, agora, também cuidam da filha dela, Helena, que recebeu alta hospitalar na quarta-feira (15/7) e está em casa sob os cuidados dos familiares. A informação foi confirmada pelo pai da bebê, Douglas Cardoso. A recém-nascida deixou o hospital saudável. Com 2,9 quilos, ela passou os primeiros dias de vida sob observação médica, mas evoluiu bem e pôde seguir para casa, sem complicação de saúde.
Para os familiares, a alta representa um raro momento de esperança em meio à dor. Enquanto tentam lidar com a perda de Maria Aparecida, eles agora concentram os esforços em acolher a bebê, que chega ao lar cercada de carinho e da missão de manter viva a lembrança da mãe.
Morte
O caso de Maria Aparecida ganhou repercussão por ter ocorrido poucos dias após a morte de outra gestante na mesma unidade de saúde. Antes dela, Maria Graciane Andrade Alves, de 36 anos, perdeu a vida durante o trabalho de parto no HRSam, na sexta-feira (10/7). O caso é investigado pela Polícia Civil (PCDF).
A família de Maria Aparecida denuncia negligência médica e afirma que a mulher desejava realizar uma cesariana, mas teria sido submetida a um parto normal, situação que teria contribuído para a morte. A mãe de criação da jovem, Maria da Conceição, relatou que acompanhou o trabalho de parto e disse ter presenciado intenso sangramento após o nascimento da bebê, além de momentos de desespero dentro da sala de atendimento.
Os familiares sustentam que houve demora na adoção de medidas para conter a hemorragia e salvar a vida da paciente. A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) determinou a imediata apuração das circunstâncias do óbito e afirmou que a investigação será conduzida com prioridade e rigor. O Instituto de Medicina Legal (IML) informou que o resultado dos exames periciais será entregue em até 30 dias.

Cidades DF
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