Tráfico

Polícia Civil prende família em flagrante por tráfico de drogas na Ceilândia

Operação Negócio de Família apreendeu maconha, cocaína, crack e haxixe em imóvel usado como ponto de venda; tio e sobrinhos foram detidos, e um sexto homem foi preso por desacato

Os seus suspeitos — incluindo um tio e três sobrinhos, responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico -  (crédito: Foto: Divulgação/PCDF)
Os seus suspeitos — incluindo um tio e três sobrinhos, responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico - (crédito: Foto: Divulgação/PCDF)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (23/7), quatro integrantes de uma mesma família suspeitos de comandar um esquema de venda de drogas na QNN 3, em Ceilândia. A ação, batizada de Operação Negócio de Família, foi conduzida por agentes da 15ª Delegacia de Polícia (15ª DP) e resultou ainda na detenção de um quinto homem, autuado por desacato durante a abordagem.

Os suspeitos — incluindo um tio e três sobrinhos — responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Juntas, as penas podem somar até 25 anos de reclusão, além de multa.

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Denúncias anônimas motivaram investigação

De acordo com a corporação, o trabalho investigativo começou depois que a delegacia recebeu denúncias anônimas apontando que uma residência da região estaria sendo usada exclusivamente para a comercialização de entorpecentes. A partir dessas informações, os policiais passaram a monitorar o local e presenciaram, segundo o relato oficial, negociações características do comércio de drogas.

Ainda conforme a apuração, um dos envolvidos era responsável por vigiar a movimentação na rua, orientar compradores sobre onde encontrar a droga e avisar os demais integrantes do grupo sempre que havia sinal da presença de policiais nas proximidades.

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Antes de entrar no imóvel, os investigadores flagraram um homem que acabara de deixar o local com três porções de maconha. Ele confirmou ter comprado a droga ali mesmo, por R$ 250, destinada ao próprio consumo. Durante a checagem, os agentes também constataram que ele carregava um celular com registro de furto, o que abriu contra ele um segundo procedimento, agora por receptação, crime com pena de um a quatro anos de prisão.

Como a Justiça não criminaliza o porte de maconha para uso pessoal, entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o rapaz não foi autuado pelo tráfico e deve atuar como testemunha no processo contra os demais suspeitos.

Casa funcionava só como ponto de venda

Com a confirmação da atividade ilícita, a polícia entrou no imóvel e encontrou os quatro parentes, que tentaram fugir ao perceber a chegada da equipe, mas foram alcançados e presos. Durante a busca na residência, os agentes apreenderam porções de maconha, haxixe, cocaína e crack, balanças de precisão e dinheiro em espécie. Segundo a PCDF, a perícia mostrou que o imóvel não era habitado — servia apenas como base para a venda das drogas.

Um homem de 26 anos, também presente na operação, xingou e ofendeu os policiais durante a abordagem e acabou preso por desacato. Ele foi liberado depois de assinar compromisso de comparecer à Justiça quando for intimado.

As investigações apontaram que todos os presos já tinham antecedentes criminais. Um deles cumpria livramento condicional por homicídio, enquanto o suspeito apontado como responsável pela vigilância do ponto de tráfico tinha um mandado de prisão em aberto, cumprido durante a ação.

Todos os detidos foram levados para a 15ª DP e, depois dos procedimentos de praxe, encaminhados à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde ficam à disposição da Justiça.

 

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GC
postado em 24/07/2026 14:34 / atualizado em 24/07/2026 14:38
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