ATIVIDADE ECONÔMICA

Salário médio no comércio do DF é de 1,7 mínimo, o menor do Centro-Oeste

Pesquisa Anual do Comércio do IBGE mostra que o varejo concentrou empregos e salários no DF, enquanto o salário médio ficou em 1,7 salário mínimo, o que equivalente a R$ 2.755

Segundo o IBGE, o comércio no DF empregava 164,6 mil pessoas em 2024, distribuídas por 24,9 mil unidades locais com receita de revenda -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Segundo o IBGE, o comércio no DF empregava 164,6 mil pessoas em 2024, distribuídas por 24,9 mil unidades locais com receita de revenda - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

As empresas do comércio no Distrito Federal desembolsaram R$ 5,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações ao longo de 2024. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgada nesta quarta-feira (29/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram que o comércio varejista concentrou a maior parte dos empregos, dos estabelecimentos e da massa salarial do setor.

Em 2024, a remuneração média no comércio do Distrito Federal ficou em 1,7 salário mínimo, o que equivalente hoje a R$ 2.755. De acordo com o IBGE, esse resultado coloca o DF ao lado de Goiás entre as menores médias salariais da região Centro-Oeste. Na comparação regional, o Mato Grosso registrou o maior salário médio do comércio, com 2,1 salários mínimos. Em seguida aparece o Mato Grosso do Sul, com média de 1,8 salário mínimo.

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Segundo a pesquisa, o comércio no DF empregava 164,6 mil pessoas em 2024, distribuídas por 24,9 mil unidades locais com receita de revenda. O varejo respondeu por 74,6% dos trabalhadores ocupados e por 77% dos estabelecimentos comerciais, consolidando sua predominância na estrutura do setor.

Do total de R$ 5,1 bilhões pagos em salários e outras remunerações, R$ 3,4 bilhões foram destinados aos trabalhadores do comércio varejista. Esse montante representa 66,7% de toda a folha salarial do setor comercial no Distrito Federal.

 
 
 
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O comércio atacadista respondeu por R$ 1 bilhão em pagamentos, o equivalente a 20,5% do total. Já o segmento de comércio de veículos automotores, peças e motocicletas desembolsou R$ 650 milhões, correspondentes a 12,8% da massa salarial.

Varejo lidera em empregos e estabelecimentos

Além da concentração da massa salarial, o comércio varejista também reúne a maior parte da força de trabalho e das empresas do setor. Dos 164,6 mil trabalhadores ocupados pelas empresas comerciais no Distrito Federal, 74,6% estavam no varejo. O comércio atacadista concentrava 15% das ocupações, enquanto o comércio de veículos automotores, peças e motocicletas respondia por 10,4%.

Entre os estabelecimentos, o cenário é semelhante. Das 24,9 mil unidades locais registradas em 2024, cerca de 19,2 mil pertenciam ao comércio varejista. O comércio atacadista somava 3,5 mil unidades, ou 14,1% do total, enquanto o segmento de veículos reunia 2,2 mil estabelecimentos, equivalentes a 8,9%.

Realizada anualmente pelo IBGE desde 1996, a Pesquisa Anual do Comércio retrata a estrutura e o desempenho das empresas do setor comercial no Brasil. O levantamento reúne informações que ajudam a compreender aspectos como geração de empregos, remuneração e organização das empresas.

Segundo o instituto, a pesquisa considera como empresa comercial aquela cuja principal fonte de receita é a atividade de comércio. Os dados são produzidos com base no Cadastro Central de Empresas (Cempre), abastecido por pesquisas econômicas do IBGE e por registros administrativos, servindo de referência para o planejamento de políticas públicas e para decisões do setor privado.

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postado em 29/07/2026 11:48 / atualizado em 29/07/2026 12:04
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