
Dupla responsável por um esquema de extorsão com perfis falsos de garotas de programa para atrair vítimas foi identificada pela Polícia Civil (PCDF). Segundo as apurações, os criminosos anunciavam falsos serviços de acompanhantes na internet e, após o primeiro contato das vítimas, iniciavam uma sequência de ameaças, com exigências de pagamentos ao alegarem que pertenciam a facção do PCC. Após as intimidações, as vítimas faziam transferências bancárias aos golpistas.
Os investigados tornaram-se alvo da Operação Falsa Acompanhante, realizada nesta quinta-feira (30/7) pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), da PCDF. A investigação utilizou a análise de vestígios cibernéticos e bancários para rastrear os envolvidos.
De acordo com o delegado-chefe da DRCC, João Guilherme Carvalho, os criminosos criavam anúncios falsos de garotas de programa e aguardavam o contato das vítimas para dar início às extorsões. "Quando as vítimas entravam em contato para marcar esses encontros, eles então iniciavam as coações, as extorsões, aduzindo serem do PCC. As vítimas, acuadas, depositavam os valores exigidos pelo grupo criminoso por acreditar que estavam tratando com essa organização criminosa", explicou.
As investigações permitiram identificar dois suspeitos, de 27 e 29 anos, moradores das cidades de Tramandaí e Imbé, no Rio Grande do Sul. Na quinta (30/7), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. A Polícia Civil também solicitou a prisão preventiva da dupla, mas os pedidos foram negados pelo Poder Judiciário.
Os dois homens foram indiciados pelo crime de extorsão, cuja pena máxima pode chegar a 10 anos de reclusão. Segundo o delegado, as investigações continuam para verificar a participação de outros integrantes no grupo criminoso e identificar possíveis novas vítimas do golpe.
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