Incidente

Menino de 4 anos é picado por escorpião em escola do Lago Norte

Criança foi levada pela diretora ao hospital após ser picada durante uma atividade em campo de gramado sintético

Uma criança de 4 anos foi picada por um escorpião nessa quarta-feira (29/7), durante uma atividade no campo de gramado sintético da escola COC Lago Norte. O menino se ajoelhou no local onde havia um filhote de escorpião e acabou sendo ferido. Apesar do susto, ele passa bem e deve receber alta hospitalar ainda na tarde desta quinta-feira (30/7).

A diretora da unidade, Kátia Catta Preta, contou ao Correio que a própria escola prestou os primeiros atendimentos e providenciou o transporte da criança. Como o deslocamento foi feito pela diretora em seu veículo particular, a ocorrência não foi registrada pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o menino foi levado ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Porém, foi encaminhado posteriormente ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), onde recebeu três doses de soro antiescorpiônico rapidamente. Segundo a diretora, a evolução clínica foi positiva, e a criança apresentou boa recuperação.

Apesar do episódio, o menino demonstrou bom humor durante o tratamento. “Mandou um áudio para mim dizendo que quer ganhar uma fantasia de escorpião”, relatou a diretora.

Após o incidente, o escorpião foi capturado, e a escola acionou os órgãos responsáveis para avaliar o local. Equipes da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), da Vigilância Ambiental e da Administração Regional do Lago Norte estiveram na unidade para verificar a situação.

Segundo a diretora, a instituição mantém um cronograma permanente de dedetização, com um reforço realizado há apenas cinco dias. Ela acredita, no entanto, que a proximidade da escola com uma estação da Caesb e um terreno público conhecido como “ponta de picolé”, que dá acesso à orla do Lago Paranoá, pode favorecer o aparecimento desses animais.

Vitória Torres/CB - Segundo a diretora, a instituição mantém um cronograma permanente de dedetização

“Agora vamos intensificar ainda mais as ações de controle. Fomos informados de que o veneno não mata o escorpião, por isso, é preciso combater as baratas e outros insetos que servem de alimento para eles”, explicou Kátia Catta Preta.

A diretora também destacou a mobilização da comunidade escolar diante do ocorrido. “Recebemos total apoio das famílias. Muitos responsáveis chegaram até a se voluntariar para ajudar a procurar escorpiões nas dependências da escola”, afirmou.

O campo de grama sintética da escola ficará interditado temporariamente.

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