
A pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, divulgada nesta quarta-feira (5/8), apontou que 62,2% dos brasilienses ainda não sabem em quem votar nas eleições de 2026 para ocupar uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Além disso, o levantamento espontâneo para deputado distrital indicou que 10,7% dos ouvidos não votarão em nenhum dos candidatos, seja anulando o voto ou seja votando em branco. Entre os candidatos citados, Jaqueline Silva (MDB) apareceu em primeiro lugar, com 2,7%, seguida por Chico Vigilante (PT), com 1,7%, e o líder do governo, Pepa (PP), com 1,4%. Todos eles disputam a reeleição ao cargo.
Jaqueline Silva disse ter recebido o resultado da pesquisa com felicidade e afirmou acreditar que os números refletem o resultado do trabalho desenvolvido. "Temos atuado para levar infraestrutura às cidades, melhorias em escolas públicas, fortalecimento de políticas públicas, como o Cartão Creche e o Cartão Material Escolar, a promoção de atividades que levem saúde para os idosos, ações esportivas para crianças no contraturno escolar, entre muitos outros trabalhos", destacou.
Chico Vigilante afirmou que recebeu com tranquilidade o resultado da pesquisa e ressaltou a importância de levantamentos eleitorais para ampliar o acesso à informação. "Considero muito importante o Correio estar fazendo essa pesquisa, para sabermos como a população pensa, e me sinto reconfortado com o resultado", afirmou. A pouco menos de 60 dias das eleições, Vigilante disse que seguirá percorrendo as regiões administrativas para apresentar suas propostas, com foco na defesa da população idosa e na melhoria dos serviços públicos.
Com 1,4% das intenções de voto, o deputado Pepa (PP) afirmou receber o resultado com humildade e gratidão. "Ficar entre os mais lembrados espontaneamente pela população é fruto de um trabalho sério, feito com dedicação todos os dias. Sigo com os pés no chão: pesquisa é uma fotografia do momento, e o compromisso que tenho é continuar escutando as pessoas e entregando resultados concretos para o Distrito Federal", disse.
Candidato à reeleição na CLDF, Max Maciel (Psol) celebrou o quarto lugar na pesquisa, com 1,1% de intenção de voto. "Isso demonstra que, nesses três anos e meio, o nosso trabalho de fiscalização massiva sobre o transporte público, sobre o orçamento da cidade, acompanhando cada demanda em vários territórios, mostrou e demonstra resultado", afirmou.
Apontado na pesquisa com 1% da intenção de votos, em sexto lugar, o deputado Joaquim Roriz Neto (PL-DF), que busca a reeleição ao cargo, afirmou receber o resultado com gratidão. "Estar entre os primeiros colocados e, principalmente, aparecer em primeiro lugar dentro do nosso partido é um indicativo importante de que o trabalho que estamos realizando está sendo reconhecido pela população", destacou.
Com 0,7% das intenções de voto, Robério Negreiros (Podemos) declarou ter recebido o resultado da pesquisa com humildade e satisfação. "Acredito que o nosso trabalho de base, construído ao longo de quatro mandatos, tem reforçado esse reconhecimento, e é isso que move o nosso trabalho e nos motiva a continuar", afirmou o candidato à reeleição na CLDF.
Além das intenções de voto
Pesquisador do Instituto de Ciência Política (Ipol) da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em ciência política, Robson Carvalho fez um alerta para a interpretação dos resultados das pesquisas eleitorais sobre a disputa proporcional. Para ele, levantamentos desse tipo têm baixo valor indicativo, uma vez que a eleição não é decidida apenas pela votação individual dos candidatos, mas pelo desempenho dos partidos e federações no cálculo do quociente eleitoral. "Os resultados apenas sinalizam intenções de voto em candidatos que têm sido mais lembrados pela parcela do eleitorado consultada. O valor analítico desses resultados é baixíssimo ou quase nulo", explicou.
Carvalho ressaltou que, neste momento da pré-campanha, os números refletem muito mais o grau de conhecimento dos nomes junto ao eleitor do que a configuração real da disputa. De acordo com ele, candidatos às eleições majoritárias costumam ter maior visibilidade antes do início oficial da campanha, enquanto os postulantes ao Legislativo ainda são pouco conhecidos.
Na avaliação do pesquisador, parlamentares que já exercem mandato, líderes governistas ou de oposição tendem a aparecer melhor posicionados neste momento por serem mais conhecidos da população. Ainda assim, ele ponderou que a disputa começa dentro das próprias legendas e que fatores como estrutura de campanha, recursos financeiros, comunicação e atuação regional podem alterar significativamente o cenário até a eleição.
Saiba Mais
A PESQUISA
A pesquisa foi a campo entre 30 de julho e 1º de agosto, e tem margem de erro da pesquisa de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram consultados 1.109 moradores de 31 regiões administrativas do Distrito Federal. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-04077/2026.
Ana Carolina Alves
RepórterFormada em Jornalismo pela Universidade de Brasília, com interesse na cobertura de pautas de direitos humanos, justiça e questões sociais

Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF