TRANSPORTE PÚBLICO

Metroviários convocam assembleia geral nesta quinta-feira (6/8)

Encontro será realizado às 20h, na sede do SindMetrô-DF, em Águas Claras. Trabalhadores decidirão uma possível deflagração de greve

Trabalhadores alegam dificuldades de negociação com GDF a reivindicações apresentadas ainda em 2025
 -  (crédito:  Ed Alves/CB/DA Press)
Trabalhadores alegam dificuldades de negociação com GDF a reivindicações apresentadas ainda em 2025 - (crédito: Ed Alves/CB/DA Press)

Por Brunna Ramos*

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF) convocou para esta quinta-feira (6/8) uma assembleia geral para discutir uma possível deflagração de greve da categoria. A reunião acontece diante da ausência de resposta do Governo do Distrito Federal (GDF) a um ofício encaminhado nessa segunda-feira (3/8) à governadora Celina Leão (PP) cobrando as reivindicações da classe, apresentadas em novembro de 2025.

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A Assembleia Geral Extraordinária acontece de forma presencial na sede do SindMetrô-DF, em Águas Claras, a partir das 20h, e também por videoconferência. O encontro tem por objetivo analisar as respostas do Metrô-DF às cláusulas apresentadas pela categoria durante as negociações no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). 

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Diretor do sindicato, Carlos Cassiano alega que as negociações com o GDF têm sido difíceis. "O governo e o metrô estão em total descaso com a população e os empregados, não negociam, não atendem nossas demandas e insistem num projeto de privatização que pode custar vidas.”

Entre as principais reivindicações dos metroviários estão a realização do concurso público, para recompor o quadro de funcionários, o cumprimento da ação civil pública que visa contratar agentes de segurança e pagamento em pecúnia de horas extras. De acordo com o sindicato, a recomposição do quadro de funcionários é uma medida urgente porque o deficit compromete as condições de trabalho e afeta a segurança da operação. 

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Caso não haja avanço nas negociações, a assembleia poderá deflagrar uma greve e definir a operação de emergência para manutenção dos serviços essenciais, conforme prevê a legislação.

A reportagem entrou em contato com o Governo do Distrito Federal e com a companhia para obter um posicionamento sobre as denúncias e reivindicações  dos trabalhadores, mas até o fechamento desta matéria não houve respostas.

*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

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postado em 05/08/2026 18:40 / atualizado em 05/08/2026 18:41
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