
Familiares seguem com o coração apertado após uma criança de 11 anos ser esfaqueada seis vezes ao lado do Centro de Ensino Fundamental 2 da Estrutural. A mãe, de 50 anos, relata que buscava o menino diariamente no mesmo horário, às 18h, até que na noite desta quarta-feira (5/8), ela foi surpreendida por vizinhos que estavam a procura dos pais da vítima. Em choque, a mãe do garoto foi correndo até o local onde o menino estava sendo atendido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
Minutos antes do crime, ela havia passado em um mercadinho ao lado de casa e já estava indo em direção à escola quando soube do ataque sofrido pelo filho. Abalada com a violência enfrentada pelo menino, a mãe diz que não entende como o crime aconteceu. A pedido da criança, a mulher raramente o encontrava na porta da escola, mas ela sempre se mantinha atenta ao momento em que ele saía e voltava da escola. "Eu nunca imaginei que isso poderia acontecer, meu filho é tranquilo, quase nunca sai. Raramente passa tempo na rua, é sempre em casa", compartilha a mulher, com lágrima nos olhos.
No momento, os familiares se revezam para ficar no Hospital de Base junto ao garoto, que passou por uma cirurgia devido a um corte sofrido no pulmão. O procedimento de Drenagem Torácica foi realizado na noite desta quarta-feira (5/8), e o menino já não corre risco de vida. Mãe de outros quatro filhos, ela compartilha a confusão vivida pela família. "Não consigo entender nada. Ele sempre fez esse mesmo percurso, nunca deu dor de cabeça", lamenta.
Angustiada, ela descreve não conseguir chorar e nem dormir desde que o menino foi atacado. "E se ele precisar de mim? Não consigo ficar em casa, só quero ficar no hospital com o meu filho", descreve a mãe. O pai do menino mora com a família, mas estava no Hospital de Base durante a manhã.
O suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia. As circunstâncias e a motivação do ataque seguem sendo investigadas pela 8ª Delegacia de Polícia (Cidade Estrutural).
O que diz a SEEDF
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) relata que o crime ocorreu fora das dependências da escola e após o término do período das aulas. A pasta ainda descreveu que a equipe de gestão do Centro de Ensino Fundamental 2 prestou assistência ao estudante até a chegada do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do DF.
De acordo com a secretaria, a unidade escolar segue mantendo contato com a família para prestar apoio e afirma que a SEEDF se solidariza com o estudante e os familiares dele. Na nota, o órgão ainda reforçou que está à disposição para prestar todo o apoio necessário. A pasta não detalhou as medidas de segurança adotadas pela escola.

Cidades DF
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