
Mães, pais e crianças que moram nas quadras 1 e 2 da Área Especial na Estrutural estão em choque após um menino de 11 anos ser atacado com seis facadas por um desconhecido. O crime aconteceu ao lado do Centro de Ensino Fundamental 2 e deixou os frequentantes da região em clima de insegurança. Sirlei Almeida, 43 anos, mãe de um dos amigos da criança esfaqueada, conta que o filho ficou desesperado no momento do crime, às 18h da última quarta-feira (5/8).
O garoto, de 9 anos, estuda na mesma escola e no mesmo período que a vítima, além de morar na mesma rua. De acordo com Sirlei, a criança viu o amigo sangrando após o ataque e correu para alertar a mãe sobre o crime. Assustado, ele pediu para que avisassem a família do garoto sobre a agressão. "Eu não conhecia a mãe do menino, mas meu filho conhecia. De imediato, fomos perguntando pela rua quem sabia onde ela estava", relembrou Sirlei.
Depois de ajudar a família, mãe e filho ficaram apreensivos com a segurança do local. Sirlei relata que o medo que se instaurou no bairro depois do ataque. Segundo ela, as famílias que têm filhos na região estão inseguras. "A escola é perto daqui, mas como eu vou deixar meu filho ir andando até lá?", questiona a mulher. O desespero da mãe da vítima sensibilizou Sirlei. Ele conta que não tem conseguido dormir à noite devido ao horror presenciado.
Guimar Gonçalves, 58, mora ao lado da família do menino que sofreu o ataque. Segundo ela, essa não é a primeira agressão que choca a comunidade. Guimar lembra que um homem morreu esfaqueado na rua ao lado, durante um assalto, há poucas semanas. "Ficamos em choque com o caso da criança. Eu tenho dois filhos e sempre mando mensagem pra saber onde eles estão", descreve a mulher.
De acordo com a vizinha, a vítima saía pouco de casa e é um menino reservado. Ela descreve que a família sempre cuidou bem do garoto e nunca deixou ele ficar na rua sozinho por muito tempo. "Por aqui, a criminalidade tem nos deixado desesperados", relatou a senhora.
Na rua onde o ataque aconteceu, funcionários da oficina RMaxx Autocenter presenciaram o momento em que o menino pediu por ajuda. Josué Mendes, 22, relembra que correu para ajudar a criança, retirando a mochila das costas do menino para ter uma noção de como estavam os ferimentos. "A rua estava movimentada, os pais estavam buscando os filhos da escola. Mas isso não impediu o cara de agredir o menino", contou o mecânico.
Josué descreve que os gritos da vítima assustaram a todos e, apesar de a criança achar que tivesse sido assaltada, o agressor não levou nenhum pertecence. O menino chegou à oficina com ajuda de amigos, ao lado de sua bicicleta, com a mochila intacta.
O que diz a SEEDF
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) relata que o crime ocorreu fora das dependências da escola e após o término do período das aulas. A pasta descreveu que a equipe de gestão do Centro de Ensino Fundamental 2 prestou assistência ao estudante até a chegada do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do DF.
De acordo com a secretaria, a unidade escolar segue mantendo contato com a família para prestar apoio. Na nota, o órgão reforçou que está à disposição para prestar todo o apoio necessário. A pasta não detalhou as medidas de segurança adotadas pela escola.

Cidades DF
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