CUSTO DE VIDA

Inflação em Brasília quase zera, mas saúde e moradia pesam no bolso

Índice foi puxado por reajustes em planos de saúde e conta de luz; quedas nos preços de roupas e da gasolina ajudaram a segurar a alta geral

Aumento na taxa de água e esgoto, e energia elétrica residencial contribuíram para a alta da inflação em Brasília -  (crédito: Cristiano Carvalho/Caesb)
Aumento na taxa de água e esgoto, e energia elétrica residencial contribuíram para a alta da inflação em Brasília - (crédito: Cristiano Carvalho/Caesb)

A inflação em Brasília registrou 0,04% em julho de 2026, uma variação próxima à calculada no mesmo mês de 2025, que foi de 0,01%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE.

O índice da capital federal ficou abaixo da média nacional, que apresentou variação de 0,07%. No acumulado do ano, a alta de preços em Brasília atingiu 3,09%. Já nos últimos 12 meses, o acumulado é de 4,56%.

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O que puxou a inflação para cima

Seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta em julho. O setor de saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto no resultado, com um avanço de 0,53%. A principal contribuição veio do plano de saúde, que subiu 0,42%.

A variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para planos novos, o percentual foi de até 5,11%, enquanto para os antigos os aumentos foram de 5,52% e 6,20%. Produtos para pele (3,25%) e cabelo (2,53%) também subiram.

O grupo habitação também pesou no bolso, com alta de 0,38%. A energia elétrica residencial subiu 1,50%, influenciada pela bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também houve reajustes no aluguel residencial (0,42%) e na taxa de água e esgoto (0,24%).

Outro destaque de alta foi o grupo de artigos de residência (1,33%), puxado por móveis para quarto (2,68%), móveis para sala (2,09%) e televisores (2,69%).

Quedas que seguraram o índice

O grupo vestuário apresentou a maior contribuição para segurar a inflação, com uma queda de 1,83%. Os itens que mais recuaram foram blusas (-3,72%), vestidos (-3,46%) e camisas masculinas (-1,47%).

Os transportes também tiveram variação negativa (-0,22%). A gasolina ficou 2,64% mais barata e o preço do automóvel novo caiu 1,46%. Por outro lado, as passagens aéreas registraram forte alta de 9,56% no período.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 11/08/2026 11:42 / atualizado em 11/08/2026 11:43
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