CB.PODER

BRB espera definir empréstimo de R$ 6,6 bilhões em audiência no STF

O presidente do BRB, Nelson de Souza, afirma estar otimista com a reunião desta quinta-feira (13/8) e citou alternativas para viabilizar a capitalização do banco

Nelson de Souza, presidente do BRB, comenta expectativas para reunião com Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sobre empréstimo ao banco, no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (13/8) -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Nelson de Souza, presidente do BRB, comenta expectativas para reunião com Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sobre empréstimo ao banco, no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (13/8) - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, afirmou nesta terça-feira (11/8) que espera sair da reunião marcada para quinta-feira (13/8) no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma definição sobre a contratação do empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — ele destacou às jornalistas Samanta Sallum e Sibele Megromonte que o recurso representa o início do processo de capitalização da instituição e há diferentes alternativas em discussão para viabilizar a operação.

“A nossa expectativa é a melhor possível. Tem uma proposta na mesa que tem origem do ministro da Fazenda, Dario Durigan, onde ele fez um arranjo financeiro em que o empréstimo do FGC para o GDF teria uma garantia dos grandes bancos brasileiros (F1) e uma contragarantia da participação dos fundos dos estados e municípios do GDF para esses bancos”, explicou Nelson.

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De acordo com o presidente do BRB, uma das alternativas em análise prevê que o próprio FGC faça um empréstimo diretamente ao Governo do Distrito Federal (GDF), sem a necessidade de intermediação dos grandes bancos. Nesse modelo, os recursos dos fundos de participação serviriam como garantia direta à operação. “Pode também ser feito um empréstimo direto do FGC para o GDF, com a garantia desses fundos de participação, sem precisar passar por esses grandes bancos F1, ter uma garantia direta para o FGC”, afirmou.

Nelson citou uma terceira possibilidade, relacionada à melhora da situação fiscal do Distrito Federal. Segundo ele, o GDF teria alcançado a classificação A na Capacidade de Pagamento (Capag) em julho, indicador utilizado pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal dos entes federativos. Com isso, poderia ser discutida a possibilidade de um aval soberano para a operação.

Além do empréstimo, Nelson apontou outras fontes que, segundo ele, podem contribuir para a recomposição patrimonial do BRB. Entre elas está a securitização da dívida ativa do Distrito Federal. O governo já realizou uma primeira operação de R$ 1,05 bilhão e, de acordo com o presidente do banco, há uma segunda tranche (parcela) prevista, de R$ 1,2 bilhão.

“Esses R$ 6,6 bilhões, somados à securitização da dívida ativa do GDF, que fizemos a primeira tranche de R$ 1,05 bilhão e temos uma segunda tranche de R$ 1,2 bilhão, já são mais de R$ 2 bilhões. Somados aos R$ 6,6 bilhões, dá quase R$ 8,8 bilhões”, observou.

O presidente citou os sete imóveis do Distrito Federal cuja utilização foi aprovada pela Câmara Legislativa (CLDF) como outra alternativa para reforçar a estrutura financeira da instituição. “Temos os imóveis que a Câmara Legislativa do DF aprovou, os sete imóveis que ainda podem virar um fundo imobiliário, e temos recebido muitos investidores nacionais e internacionais que têm interesse em aportar recursos no BRB”, completou.

Assista à íntegra do programa: 

 

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postado em 11/08/2026 16:04
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