
O ex-governador e atual deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Rodrigo Rollemberg, criticou a estratégia eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal durante o evento de oficialização da chapa majoritária do PSB ao Palácio do Buriti. Ao avaliar a montagem das candidaturas, o parlamentar cobrou respeito à representatividade e ao retrospecto recente das urnas na capital.
"Nós trabalhamos o tempo todo pela unidade do nosso campo, e não seria justo que o partido do campo progressista, o último partido a eleger governador no Distrito Federal — que fui eu —, o último partido a eleger senadora — que foi a Leila —, não tenha um espaço de destaque na chapa majoritária. Quando o PT decidiu indicar dois cargos para a chapa majoritária, ele fechou as portas para um grande entendimento no Distrito Federal", protestou o ex-governador.
Como resposta estratégica para garantir a unidade, a legenda do ex-governador abriu mão de lançar uma candidatura própria ao Senado Federal para apoiar a reeleição da senadora Leila Barros (PDT) — conhecida como “Leila do Vôlei” — e a candidatura de Érica Kokay (PT), visando impedir a eleição de duas senadoras de “extrema direita”.
O deputado ponderou que, mesmo diante do isolamento promovido pelos petistas, o PSB optou por um gesto de maturidade política para garantir nomes viáveis na disputa ao Congresso Nacional.
Rollemberg enfatizou que, apesar de Leila Barros ter saído formalmente do PSB — agremiação pela qual iniciou sua carreira política e foi eleita ao Congresso Nacional —, a legenda fará sua campanha com total empenho, tratando-a como “uma das nossas”.
Embora não haja uma coligação formal entre PSB e o PDT no papel para a Casa, o candidato a governador Ricardo Cappelli (PSB) e Leila confirmaram um “namoro” político. O partido socialista orientará sua militância a atuar com adesivos e materiais casados entre Cappelli e a senadora, estratégia endossada por ela, que afirmou que o foco principal deve ser a vitória do campo progressista e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O parlamentar do PSB também utilizou o espaço para reforçar denúncias contra a atual gestão do Governo do Distrito Federal (GDF), mencionando especificamente o que chamou de “maior escândalo de corrupção da história do Brasil” envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Segundo o deputado, o esquema teria retirado mais de R$ 2 bilhões dos cofres públicos, valores que o partido pretende recuperar para investir na população, se eleito para o Buriti. Ele também criticou a situação da saúde pública e o desempenho do DF "na lanterninha" no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

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