MERCADO DE TRABALHO

Desemprego no DF atinge 6,5%, menor taxa da história; veja os dados

A capital federal alcança o menor índice de desocupados da série histórica e mantém o maior salário médio do país, apesar de leve queda no rendimento

No 2° trimestre de 2026, os maiores contingentes de trabalhadores do Distrito Federal estavam nos grupamentos administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (448 mil) -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A.Press)
No 2° trimestre de 2026, os maiores contingentes de trabalhadores do Distrito Federal estavam nos grupamentos administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (448 mil) - (crédito: Ed Alves/CB/D.A.Press)

O Distrito Federal registrou uma taxa de desocupação de 6,5% no segundo trimestre de 2026, alcançando o menor índice da série histórica. O número de pessoas desocupadas foi de 109 mil, uma queda de 25,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Os dados fazem parte da PNAD Contínua Trimestral para o segundo trimestre de 2026, divulgada neste sexta-feira (14/8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No período, a população ocupada foi estimada em 1,57 milhão de pessoas. O nível da ocupação, que mede a proporção de ocupados entre a população com 14 anos ou mais, ficou em 62,8%.

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Distribuição dos trabalhadores

O maior contingente de ocupados estava no setor privado, com 779 mil pessoas, o que representa 49,7% do total. O setor público empregava 338 mil trabalhadores (21,6%), enquanto 282 mil atuavam por conta própria (18,0%).

Entre os empregados do setor privado, a maioria possuía carteira de trabalho assinada, somando 581 mil pessoas ou 74,6% do grupo. Já entre os trabalhadores domésticos, a maior parte (60,7%) não tinha carteira assinada.

O número de trabalhadores domésticos com carteira assinada chegou a 33 mil, uma alta de 40,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, o contingente sem carteira, de 51 mil pessoas, apresentou queda de 17,4% na comparação com o trimestre anterior.

Setores e informalidade

Os principais grupamentos de atividades que concentravam trabalhadores eram:

  • Administração pública, defesa e educação: 448 mil pessoas;

  • Informação, comunicação e atividades financeiras: 388 mil pessoas;

  • Comércio e reparação de veículos: 249 mil pessoas.

A taxa de informalidade no Distrito Federal foi de 28,7%, correspondendo a 450 mil trabalhadores. Este é o segundo menor índice do país, superior apenas ao de Santa Catarina (25,4%). Os maiores grupos de informais eram de empregados do setor privado sem carteira (197 mil) e trabalhadores por conta própria sem CNPJ (184 mil).

O levantamento também identificou 16 mil pessoas desalentadas, que são aquelas que não buscaram trabalho por diversos motivos, como falta de experiência ou de oportunidades na localidade.

O rendimento médio mensal no DF foi de R$ 6.171, mantendo-se como o maior do país, apesar de registrar uma queda de 9,5% em relação ao trimestre anterior.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 14/08/2026 11:09 / atualizado em 14/08/2026 11:09
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