
A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) Paula Belmonte (PSDB) cumpriu agenda nesta segunda-feira (17/8) na Associação de Mães, Pais, Amigos e Reabilitadores de Excepcionais (Ampare), na 709 Norte.
Durante a visita, a candidata reforçou seu compromisso com a “ótica do cuidado”, focada não apenas na pessoa com deficiência, mas no suporte integral às famílias e, especificamente, às mulheres que exercem o papel de cuidadoras.
“Cuidar de quem cuida é fundamental, mas cuidar do ser humano é mais essencial ainda. Nós estamos cuidando de uma mulher e, do lado de uma mulher, tem uma família, têm filhos. A gente tem que cuidar (também) da família, não é só da pessoa com deficiência”, destacou.
A candidata vinculou sua plataforma política ao conceito de social-democracia, citando modelos de países como Finlândia, Noruega e Irlanda para defender que o desenvolvimento econômico deve ser precedido pelo cuidado com o ser humano.
“Eu acredito nesse desenvolvimento da pessoa e do ser humano cuidado para que ele possa ter o desenvolvimento econômico, porque a prosperidade é para todos. O Brasil é rico e Brasília é mais ainda, e nós vamos lutar pela prosperidade das pessoas”, defendeu a postulante ao Palácio do Buriti.
Para Paula, “o papel do Estado é dar dignidade para as pessoas” e evitar tragédias evitáveis, mencionando relatos de crianças com deficiência que falecem em hospitais por falta de atendimento adequado.
A candidata defende que o Distrito Federal é rico e que a “prosperidade para todos” depende de um olhar governamental voltado para a estrutura familiar a partir de 2027.
Experiência pessoal
O plano de governo da candidata é atravessado por sua experiência pessoal. Mãe de seis filhos, Paula Belmonte relembrou a perda de um de seus filhos aos 2 anos de idade em um acidente doméstico.
Ela utilizou esse relato para se solidarizar com mães que perdem seus filhos para a criminalidade ou pela precariedade do sistema público de saúde. A tucana afirmou que o Estado deve servir como uma rede de acolhimento e proteção para essas mulheres, que muitas vezes enfrentam o abandono enquanto cuidam de seus entes.

Cidades DF
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