Julgamento

Acusada de matar a própria filha vai à júri nesta quinta-feira (27/8)

Mãe é acusada de dopar e asfixiar a filha em 2023; pastor também será julgado por supostamente alterar a cena para simular um suicídio

 Crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press. Busto de mulher com rosto coberto por mancha preta. Violência. Feminicídio. Abuso. Estupro.
      Caption  -  (crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)
Crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press. Busto de mulher com rosto coberto por mancha preta. Violência. Feminicídio. Abuso. Estupro. Caption - (crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)

Acusada pela morte da filha, Letícia Santos Silva, de 26 anos, Jacivânia dos Santos Silva será julgada nesta quinta-feira (27/8), no Tribunal do Júri de Brasília. A mulher responde pelo homicídio da jovem, ocorrido em 28 de maio de 2023, em um apartamento na 316 Norte, com as qualificadoras de feminicídio e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. Segundo a denúncia, Letícia teria sido dopada com medicamento de uso controlado antes de ser asfixiada pela mãe.

O pastor Wesley Rodrigues Vaz, de 48 anos, também será julgado nesta quinta-feira. O religioso responde por fraude processual e é acusado de alterar a cena do crime para dar a entender que Letícia havia cometido suicídio. Segundo as investigações, ele teria arrombado a porta do apartamento da vítima após ser chamado por Jacivânia. 

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As investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontaram que Jacivânia administrou medicamentos à filha antes de matá-la. De acordo com a apuração, a intenção era deixá-la inconsciente e, posteriormente, simular um suicídio. Em depoimento, a ré confessou ter usado um cabo de computador para asfixiar a filha.

Segundo o relato de Jacivânia aos investigadores, os acontecimentos que culminaram na morte começaram na manhã de 28 de maio. Ela e Letícia foram a um shopping da Asa Norte acompanhadas do filho da vítima, que tinha três anos à época. No local, Letícia teria agredido o menino e sido repreendida por um homem desconhecido, que teria dado tapas nas costas dela.

Ainda de acordo com a versão apresentada pela ré, Letícia, que tinha diagnóstico de transtorno bipolar, teria tido um surto ao retornar para casa e dito que o filho "arruinava sua vida". Jacivânia afirmou que, posteriormente, deu medicamento à filha misturado a um suco, sem que ela soubesse qual medicamento estava ingerindo.

Depois que Letícia ficou inconsciente, Jacivânia a teria asfixiado e arrastado o corpo até o quarto, onde o deixou sobre a cama. Na sequência, chamou Wesley Rodrigues Vaz e contou a ele que havia matado a própria filha.

Aos policiais da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Wesley relatou que recebeu uma mensagem pelo WhatsApp pedindo que fosse até o apartamento de Letícia. Ao chegar ao local, teria sido orientado a não interfonar e informado sobre a morte da jovem.

Pelo homicídio qualificado, Jacivânia pode ser condenada a uma pena de 12 a 30 anos de prisão. Após o crime, ela chegou a ser presa, mas foi solta em abril de 2024. Dois meses depois, a Justiça determinou uma nova prisão preventiva. A ré descumpriu a ordem e chegou a ser considerada foragida enquanto estava em Santa Bárbara de Goiás. Jacivânia foi localizada cerca de um mês depois e presa novamente em 7 de julho de 2024.

O Correio procurou a defesa de Jacivânia, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

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postado em 27/08/2026 11:25
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